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domingo, 16 de setembro de 2012

Informe do CNG Andes - Suspensão unificada da greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino

16-09 CNG Informa
O CNG/ANDES - SN, após criteriosa avaliação do quadro das assembléias gerais,
encaminha a suspensão unificada da greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino no período entre 17 e 21 de setembro e comunica o respectivo encerramento das atividades deste comando no dia de hoje.
Foram estabelecidas várias ações para a continuidade da mobilização da categoria no enfrentamento dos ataques à educação pública federal que estão materializados no PL 4368/12. 
Seguimos fortes na defesa da reestruturação da carreira e na luta pela valorização e melhoria das condições de trabalho.
A luta é forte, a luta é agora!!!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

As assembleias da Adufrj-SSind

Mauro Iasi - fala final na assembleia do dia 10 de agosto de 2012

Desde o início dessa greve, para quem participou das nossas primeiras reuniões ainda em maio, sabe que houve um sentimento que nos mobilizou, de que os professores estavam sendo desrespeitados e que nós merecíamos respeito. Mas, desde as primeiras reuniões, eu quero esclarecer que em várias delas a Adufrj-SSind foi para conversar com pessoas que estavam francamente contrárias à greve, contrárias, inclusive, à própria Adufrj-SSind. E nós não nos recusamos a ir em nenhuma reunião em que fomos chamados para defender a postura do Andes Sindicato Nacional e a necessidade de deflagrar nosso movimento.

Temos conduzido não apenas nossas assembleias como as reuniões que já passam de uma centena mantendo firmemente o respeito e esse princípio. Alguém nos disse que é mais fácil respeitar aqueles que nos tratam com gentileza e respeito do que manter uma postura com aqueles que nos tratam com desrespeito. Eu agregaria apenas o seguinte: apesar de acreditar nisso e manter firmemente nossa postura de respeito a qualquer colega, independente do que ele venha a se posicionar no debate que estamos fazendo aqui sobre o rumo do nosso movimento, sob as formas de luta, sobre a oportunidade de manter a greve ou parar é fundamental que a gente denuncie e explicite quando se produz uma falta de respeito.

Essa assembleia não tem nenhuma manobra, nenhum jogo, mas ela tem direção. Ela tem uma mesa que é legitimada pelo Comando Local de Greve, pela Seção Sindical docente e nós não pediremos nem licença, nem permissão para traçar a tática de assembleia, a ordem que votaremos as coisas e submeteremos isso única e exclusivamente à vontade da assembleia.

Se tem gente que por viés, que não sabemos quais, acredita que pode dirigir um movimento docente por fora dele, por benefício e beneplaste de conhecimento do governo, ou por uma estratégia estranha de, ao invés de disputar a Seção Sindical, se penetrar em órgãos de gestão da universidade achando que por aí se dirige os professores e não através de um movimento autônomo sindical dos professores, nós diremos que não nos intimidamos e não nos apequenaremos a fazer esse embate com aqueles que não se dispõem a vir aqui discutir politicamente, civilizadamente como nós temos feito até esse momento.

Não aceitaremos que as pessoas venham de repente querer apenas votar propostas sem participar dos debates. Nós temos tido uma postura civilizada, respeitosa com todos os professores, mas isso implica que nós exigimos de todos o mesmo respeito. Não aceitaremos como fato natural que mensagens circulem entre os professores dizendo que em nossas assembleias não há espaço para discussão política porque tem sido 'palco de espetáculos explícitos de violência que intimidam os professores a expressarem suas opiniões'. Estou vendo várias pessoas que estiveram presentes em todas as assembleias. Eu faltei apenas a uma: a que teve o tal espetáculo explícito de violência. Essa eu devo ter perdido. Porque eu não vi em nenhum momento alguma pressão ilegítima que impediu as pessoas de falarem. Talvez a única força no mundo que tenha impedido as pessoas de falarem nas assembleias é uma força maior que é a vergonha de defender uma proposta lastimável que o governo apresentou.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=169od3IDdYE&feature=share

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Andes: CNG do ANDES-SN esclarece sobre a continuidade da greve nas IFE

Até às 18 horas de quarta (8), 57 assembleias já haviam deliberado pela continuidade da greve

O impasse que levou à greve em mais de 95% das Instituições Federais de Ensino não foi resolvido, conforme vem divulgando o Ministério da Educação (MEC). De acordo com levantamento parcial feito pelo Comando Nacional de Greve dos ANDES-SN, até às 18 horas de quarta (8), 57 assembleias já haviam deliberado pela continuidade da paralisação.

Em comunicado especial, o CNG do ANDES-SN classifica como simulacro de acordo, o termo firmado entre o governo e o seu braço sindical na última semana, que segundo o texto “não atende a melhoria da qualidade da educação pública e não valoriza a carreira docente”.

Para o CNG, “os reajustes previstos no acordo atingem a categoria de modo desigual, prejudicando os docentes e aprofundando as distorções, além de não repor, para a maioria dos professores, a inflação efetiva aferida pelos órgãos oficiais de estatística, para o período de 2010-2012, e a prevista para o período de 2013-2015”.

No documento, os docentes do Comando Nacional de Greve acusam o MEC de usar e manipular “maneira ardilosa a informação proveniente da consulta eletrônica realizada pela entidade que aceitou o acordo. Ao afirmar que 75% dos professores optaram pela aceitação da proposta do governo, omite que o universo consultado incidiu somente sobre 3% da categoria”.

O CNG finaliza o comunicado reafirmando que “a greve permanece firme e coesa, e, a cada rodada nacional de Assembleias Gerais, se fortalece. Os docentes têm clareza do significado da luta e cobram reabertura de negociações, visando o atendimento da pauta de reivindicações, a qual objetiva o avanço da educação pública”.
Confira aqui a íntegra do Comunicado Especial do CNG.

Fonte: http://www.andes.org.br

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Andes: Docentes em greve voltam a se reunir com governo nesta terça-feira



Depois de ouvirem dos dirigentes sindicais que os docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) rejeitaram por unanimidade e de maneira categórica a proposta do governo, representantes do Ministério do Planejamento e da Educação presentes na reunião desta segunda-feira (23) com as entidades sindicais aceitaram marcar para esta terça-feira (24), uma nova reunião na qual o governo a
valiará as críticas e sugestões apresentadas. Ainda nesta segunda-feira, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e o secretário de Ensino Superior do MEC, Amaro Lins, vão se reunir com os ministros Mercadante e Miriam Belchior para debater a questão.

“Eles, os representantes do governo, se mostraram surpresos com o rotundo não que a categoria deu à proposta, mas, ao final da reunião, aceitaram ‘processar’ nas esferas internas do governo os argumentos colocados pelas entidades e ficaram de dar uma resposta amanhã, numa reunião que está pré-agendada para às 10h”, informou a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, ao grupo de professores que acompanhou a reunião do lado de fora do Ministério do Planejamento. Cerca de 100 representantes do CNG do ANDES-SN, do Comando Local de Greve da UnB, do CNG do Sinasefe e do CNG dos Estudantes fizeram vígilia durante toda a reunião, em frente ao bloco C da Esplanada.

Proposta
A reunião, inicialmente marcada para às 14h, começou às 15h50 porque tanto Sérgio Mendonça quanto Amaro Lins estavam em outro encontro com os reitores dos Institutos Federais. Os dirigentes do ANDES-SN foram os primeiros a falar. Na ocasião, foi entregue o posicionamento do CNG/ANDES-SN acerca da proposta apresentada pelo governo (leia aqui).

Além de enumerar os problemas da proposta, o texto aponta um caminho de passos concretos, proposto pelo ANDES-SN, para que as negociações acerca da carreira docente possam avançar.  “Mostramos que a proposta do governo não tinha nenhum avanço e, pelo contrário, era um retrocesso à atual carreira que temos”, disse Marinalva. 

Apesar de demorarem a aceitar que a proposta do governo era prejudicial para a categoria, os representantes do Executivo concordaram em avaliar, internamente, até onde é possível ir. Em entrevista dada à imprensa, Amaro Lins adiantou que o governo trabalha com a possibilidade de deixar algumas discussões para depois e pensa, para isso, na criação de grupos de trabalho.

Para a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, a categoria deve continuar mobilizada. “O governo só apresentou uma proposta devido à nossa greve. Demos um não ao que foi apresentado, mas temos de continuar em greve e mobilizados para avançarmos”, avalia.

Nesta segunda-feira, a direção do ANDES-SN também protocolou no Ministério da Educação uma carta com a Pauta de Reivindicações relativas às condições de trabalho e estudo nas IFE.
Saiba mais:
Posicionamento do CNG/ANDES-SN
Tabela com o percentual das perdas salariais contidas na proposta do governo
Carta entregue ao MEC
Anexo carta entregue ao MEC

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Acordo sobre greves em universidades brasileiras segue sem solução - Globo News - Vídeos do programa Entre Aspas


As paralisações começaram dia 17 de maio, e segundo grevistas, 95% das universidades e instituições federais de ensino estão paradas. Convidados discutem as reivindicações dos grevistas e as ações do governo em busca de acordos e melhorias.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Governo cancela novamente reunião com professores federais em greve

Mesmo após ter se comprometido em apresentar nesta semana uma proposta para a reestruturação da carreira dos professores federais, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, entrou em contato, por telefone, com a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, na manhã desta segunda-feira (18) para cancelar a reunião agendada para amanhã, 19.


O encontro desta terça-feira (19) foi marcado durante a última reunião entre o ANDES-SN, representantes do governo e de demais setores da educação, ocorrida no dia 12.

O secretário da SRT/MP argumentou que não houve condições de organizar uma reunião com toda a equipe do governo para que fossem discutidas as propostas e seus impactos financeiros para 2013.

Ainda acrescentou que, em função da Rio+20, há dificuldade de reunir, nesta semana, os representantes de diferentes esferas do governo como, por exemplo, o Ministério da Fazenda.

Mendonça terminou dizendo que a reunião deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não era possível indicar uma data.

A presidente do ANDES-SN solicitou que a suspensão da reunião, determinada pelo governo, fosse oficializada ao Sindicato Nacional por escrito (veja aqui). Marina argumentou que tal atitude irá gerar uma reação na base porque “mais uma vez o governo não cumpre os prazos por ele mesmo anunciados”.

“A reunião do Comando Nacional de Greve irá avaliar o quadro e definir seus passos nacionais. Aguardamos agora a convocação para a próxima reunião. A responsabilidade está com o governo”, acrescentou.

O CNG realizará um ato amanhã, a partir das 9 horas, em frente ao anexo C do Ministério do Planejamento. As atividades de vigília, já indicadas pela base para acontecer amanhã, durante a reunião, por todo o país, serão transformadas em manifestações de protesto dos professores em greve, contra mais um descumprimento de prazo por parte do governo.





Fonte: ANDES-SN

sábado, 26 de maio de 2012

Governo suspende reunião com professores federais em greve prevista para 28/5

Mesmo com toda a mobilização nacional e quase 50 Universidades Federais em greve, governo recua


Dando uma clara demonstração de que não sabe lidar com a greve dos professores federais que a cada dia ganha mais força, o Ministério do Planejamento (MP) suspendeu a reunião agendada para segunda-feira (28).

O encontro foi suspenso no final da tarde desta sexta-feira (25), sem justificativas pelo secretário de Relações do Trabalho do MP (SRT/MP), Sérgio Mendonça (veja aqui a correspondência). Esta seria a primeira reunião dos representantes do governo com o ANDES-SN desde a deflagração da greve, em 17 de maio.


Para o Comando Nacional de Greve (CNG), o cancelamento demonstra o desrespeito do governo em relação aos prazos estabelecidos por seus próprios representantes. Isso evidencia também a ausência de proposta efetiva a ser apresentada aos professores para resolver o impasse da greve.



De acordo com nota divulgada pelo CNG, esse fato confirma o não andamento das negociações e o interesse do governo em desarticular o movimento da categoria em greve. 



Mesmo com a suspensão do encontro, todas as atividades de mobilização estão mantidas para esta segunda-feira (28), inclusive o ato em frente ao Ministério do Planejamento, marcado para às 11h, horário previsto para a reunião.



O CNG aponta que as manifestações desta segunda (28) devem denunciar a falta de compromisso do governo com a negociação e o desrespeito com os docentes em greve. A expectativa é intensificar ainda mais a greve e ampliar as ações de mobilização.



Até o momento, 44 instituições federais de ensino estão com as atividades suspensas (veja quais). Este número irá subir para 48 na segunda-feira, com a adesão das Universidades Federais de Santa Maria (UFSM), Tocantins (UFT), Grande Dourados (UFGD) e do Campus Jataí da Federal de Goiás (UFG).

texto retirado do portal http://www.andes.org.br


Nota do comando nacional de greve

À Sociedade Brasileira

Por que os(as) professores(as) das Instituições Federais estão em greve?

A defesa do ensino público, gratuito e de qualidade é parte essencial da história

do Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), assim
como a exigência da população brasileira, que clama por serviços públicos, com
qualidade, que atendam às suas necessidades de saúde, educação, segurança,
transporte, entre outros direitos sociais básicos.



Os(as) professores(as) federais estão em greve em defesa da Universidade Públi-
ca, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante
papel que os docentes têm na vida da população brasileira.



O governo vem usando seguidamente o discurso da crise financeira internacion-
al como justificativa para cortes de verbas nas áreas sociais e para rejeitar todas
as demandas feitas pelos servidores públicos federais por melhores condições de
trabalho, remuneração e, consequentemente, qualidade no serviço público.



A situação provocada pela priorização de investimentos do Estado no setor em-
presarial e financeiro causa impacto no serviço público, afetando diretamente a
população que dele se beneficia.



Pela reestruturação da carreira



Há anos os(as) professores(as) vêm lutando pela reestruturação do Plano de
Carreira da categoria, por acreditarem que essa reivindicação valoriza a ativi-
dade docente e, dessa forma, motiva a entrada e permanência dos profissionais
nas instituições federais de ensino. No ano passado, o ANDES-SN assinou um
acordo emergencial com o governo, que previa, como um dos principais pontos,
a reestruturação da carreira até 31 de março de 2012. Já estamos na segunda
quinzena de maio e nada aconteceu em relação a essa reestruturação.



Para reestruturação da carreira atual, desatualizada e desvirtuada conceitual-
mente pelos sucessivos governos, o ANDES-SN propõe uma carreira com 13
níveis, variação remuneratória de 5% entre níveis, a partir do piso para regime
de trabalho de 20 horas, correspondente ao salário mínimo do DIEESE (atual-



mente calculado em R$2.329,35) A valorização dos diferentes regimes de tra-
balho e da titulação devem ser parte integrante de salários e não dispersos em
forma de gratificações.



Pela melhoria das condições de trabalho nas Instituições Federais



O começo do ano de 2012 evidenciou a precariedade de várias instituições. Di-
versos cursos em Instituições Federais de Ensino – IFE tiveram seu início sus-
penso ou atrasado devido à precariedade das Instituições.



O quadro é muito diferente do que o governo noticia. Existem instituições sem
professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes
universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a
qualidade do ensino.



Ninguém deveria ser submetido a trabalhar, a ensinar ou a aprender num ambi-
ente assim. Sofrem professores, estudantes e técnicos administrativos das Insti-
tuições Federais de Ensino. E num olhar mais amplo, sofre todo o povo brasilei-
ro, que utilizará dos serviços de profissionais formados em situações precárias
e que, se ainda não têm, pode vir a ter seus filhos estudando nessas condições.



Por isso convidamos todos a se juntarem à nossa luta. Essa batalha não é só
dos(as) professores(as), mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma
educação pública, gratuita e de qualidade.



Para saber mais sobre a greve e as negociações com o governo acesse: