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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Globo: Novos casos de sequestro assustam alunos e funcionários da UFRJ

Este ano, houve mais de 20 crimes desse tipo no campus do Fundão.
Estudantes evitam andar com cartão de crédito e computadores.



Novos casos de sequestro relâmpago voltam a assustar alunos e funcionários da UFRJ, na ilha do Fundão. Só este ano foram mais de 20. Mesmo depois da prisão de uma quadrilha aconteceram ainda outros dois neste mês. As informações são do RJTV.

O pesquisador Ralph Santos foi vítima dos bandidos na semana passada. Ele chegava ao Fundão para mais um dia de trabalho. Às dez para as sete da manhã, ele foi abordado por homens armados que o colocaram num carro. Depois de uma peregrinação por caixas eletrônicos, os bandidos o libertaram, levando 20 mil reais.

"Um apontava a arma para a minha cabeça e o outro apontava a arma para o meu estômago. Essa configuração não mudou até a minha libertação. Não recuperei o veículo, não recuperei documento, nada", disse o pesquisador.

E faz tempo que estudantes e funcionários da UFRJ convivem com a violência. No ano passado, bandidos abordaram um estudante de medicina no estacionamento do centro de ciências e saúde, quando ele chegava à UFRJ. O rapaz foi obrigado a sacar dinheiro e a entregar o que tinha. Ele só foi libertado duas horas depois. Este ano, uma quadrilha foi presa depois que uma funcionária do Hospital do Fundão foi vítima de um sequestro relâmpago.

Mas os sequestros relâmpago ainda acontecem. Segundo o Instituto de Segurança Pública, desde o início do ano até setembro, foram 27 casos como este na região do Fundão e na Ilha do Governador. Só nas últimas semanas foram dois novos sequestros.

De acordo com a própria universidade, todos os dias circulam pelo campus do Fundão cerca de 100 mil pessoas. A insegurança faz parte da rotina de alunos, funcionários e professores. Alguns estudantes não assistem mais aulas em certos horários, não trazem computadores para a universidade. E alguns até desistiram de andar com cartão de crédito.

"A gente parou de trazer cartão de crédito. O que a gente sabe é que os sequestradores pegam as pessoas com cartão para fazer saques por vários caixas eletrônicos pelo Rio de Janeiro", disse um estudante. "Nunca trago notebook por medo da insegurança", afirmou outro aluno.

"A gente tem horários, até. Por exemplo, aula de pós-graduação normalmente iria até as cinco horas. E a gente não faz isso por causa da violência mesmo. Com o horário de verão, fica um pouquinho mais fácil. Mas antes, você para um pouquinho, às quatro e quinze, quatro e meia", disse uma aluna.

Durante as quase quatro horas em que a reportagem ficou no local, encontrou dois carros da PM circulando. Para a UFRJ, usuários de crack que moram em comunidades no entorno também podem estar envolvidos em assaltos na universidade. É fácil encontrar estudantes com uma história de violência para contar. "Toda hora tem sequestro relâmpago", disse um estudante. "Deve ser difícil encontrar alguém que não tenha sido assaltado aqui dentro", contou uma aluna

sábado, 1 de setembro de 2012

Jornal do Brasil: Professores da UFRJ desistem de greve, enquanto UFF, Rural e UniRio mantém

Jornal do Brasil - Henrique de Almeida


A greve das universidades federais iniciada há mais de três meses chegou ao fim somente para os alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Isso porque em assembleias realizadas desde a última quarta-feira (29), os docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) decidiram manter a paralisação mesmo depois do governo ter encerrado as negociações de reajuste salarial e reestruturação da carreira.

A decisão pela manutenção da greve venceu por ampla maioria tanto na UniRio, quanto na UFF e na Rural. Na UFF foram 73 votos a favor e 19 contra; na Rural foram 101 a 9; e a Unirio contou com apenas um voto contrário à greve. Já na UFRJ, em assembleia nesta sexta-feira (31), ocorreu exatamente o oposto. A maioria dos docentes decidiu abandonar a paralisação. O retorno às aulas, ainda do primeiro semestre letivo de 2012, está previsto para o próximo dia 10 de setembro.


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Responsável pelo comando de greve das universidades federais, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) informou que vai anunciar à noite como ficará a paralisação em todo o país.

Aulas na UFRJ recomeçam no próximo dia 10

A maioria absoluta dos 513 professores que participou da assembleia realizada nesta sexta-feira (31), no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, decidiu pelo fim da greve naquela instituição de ensino. A previsão é de que as aulas serão retomadas no dia 10 de setembro.

Uma nova assembleia está marcada para o dia 4 do próximo mês, quando será decidido como será feita a reposição das aulas perdidas nos mais de três meses de paralisação. Após o período de reposição, haverá um intervalo de uma semana para o início do segundo período de 2012. Ou seja, o segundo período letivo já está atrasado.

Mauro Iasi, presidente da Associação de docentes da UFRJ, fez um balanço da greve nacional dos professores e como pensa a decisão dos docentes da instituição de suspender a greve :

"A greve pode ter acabado, mas a luta continua. Nós fomos desrespeitados pelo governo, que assinou o acordo com uma entidade que não representa a maioria das universidades. Nós achamos que o que acontece nesse momento é uma mudança de tática necessária com relação a um governo que dá as costas para a educação. Trabalhamos com o comando nacional de greve, e estamos indicando essa mudança de tática em um encaminhamento a esse comando."

Iasi falou também sobre como será essa nova tática com relação às reivindicações dos professores, envolvendo principalmente o plano de carreira.

"A nossa greve é um momento da luta. Durante todo o ano de 2011, tentamos buscar pontos de discordância e concordância com o governo em relação a uma proposta de carreira. O cenário, o interlocutor e a nossa pauta mudam. Agora o interlocutor é o Congresso Nacional, no que se refere ao encaminhamento da proposta orçamentária e do processo da lei de carreira. Parte da pauta segue tendo validade, principalmente a questão da carreira. Mas a questão salarial para 2013 cai, na medida que a o projeto de lei orçamentária será enviado hoje(31)".

Iasi garante que a mobilização da universidade continuará, mesmo com a volta às aulas.

" A greve acabou, mas a luta continua. Nós achamos que é essencial estarmos na universidade e mobilizados para acompanhar os investimentos em infraestrutura para que eles sejam dirigidos onde são de fato necessários."

A greve nas Universidades federais começou no dia 17 de maio, e a UFRJ decretou a greve em assembleia realizada no dia 22 do mesmo mês. Entre as principais iniciativas da greve, estão a ocupação do Canecão, na Urca, que já dura 40 dias.

Há uma proposta de um projeto de reposição das aulas perdidas do primeiro semestre. Após uma semana de paralisação, teria início o segundo período letivo da universidade. A proposta será votada na reunião do Conselho de Ensino de Graduação, que será realizada na próxima terça-feira(4). Na quarta-feira(5), está marcada uma nova assembleia da Adufrj, com o objetivo de se deliberar a melhor maneira de repor os dias letivos.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

G1 - Grevistas da Uerj fecham ruas do Centro do Rio em passeata Manifestantes ocuparam escadarias da Alerj e fecharam duas vias. Rua da Assembleia foi tomada da Primeiro de Março até Rio Branco.

Cristiane Cardoso Do G1 RJ

Estudantes, professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ocuparam três faixas da Avenida Rio Branco, no fim da tarde desta quarta-feira (29), durante o protesto de servidores em greve. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 17h30, cerca de 150 manifestantes ocuparam a via. Durante o ato, apenas a faixa do BRS ficou liberada ao trânsito. O grupo protesta contra a ausência de propostas do governo do estado para terminar o impasse. Além da Uerj, quatro universidades federais do Rio de Janeiro estão paralisadas.
Em ato, grevistas da Uerj fecharam três faixas da Avenida Rio Branco na tarde desta quarta-feira (29) (Foto: Cristiane Cardoso/G1)

Por causa do protesto, o trânsito ficou lento na região. Às 17h40, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que os motoristas enfrentavam retenções na Avenida Rio Branco até a Rua Buenos Aires.
Grupo protestou nas escadarias da Alerj
(Foto: Cristiane Cardoso/G1)

Durante a tarde desta quarta, os manifestantes fecharam por cerca de dez minutos o trecho da Avenida Primeiro de Março, próximo à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e a Rua da Assembleia.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, por volta das 17h, havia retenções na Avenida Presidente Antônio Carlos, no sentido Candelária. Agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar acompanham a manifestação.

Grevistas ocuparam escadarias da Alerj
Inicialmente, por volta das 15h30, os grevistas ocuparam as escadarias da Alerj. O grupo protesta contra a ausência de propostas do governo do estado. Representantes do movimento tentaram contato com os parlamentares.
Taxista reclama durante protesto de grevistas da
Uerj no Centro do Rio (Foto: Cristiane Cardoso/G1)

"Queremos levar as demandas da Uerj e acentuar a necessidade de reajuste salarial e reajuste de bolsa dos estudantes. A Uerj não é atrativa para o professor e a bolsa não é atrativa para os alunos", afirmou Bruno Deusdará, representante dos professores junto aos parlamentares.

Engrossando o coro de protestos na tarde desta quarta-feira na Alerj, os agentes da Defesa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro, se reúnem para contestar a ausência de plano de carreira e aumento salarial e ameaçam dar início a uma greve a partir do dia 10.

Na terça-feira (28), os professores e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não aceitaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo aos servidores federais - 15,8% "fatiado" em três vezes até 2015. A Associação de Docentes da UFRJ informou que na sexta-feira (31) haverá uma nova assembleia, para decidir o rumo da greve. A reunião será às 13h, no auditório do Quinhentão, no campus da Ilha do Fundão.

Servidores da cultura protestam no Centro
Servidores do Ministério da Cultura fazem protesto
nesta quarta (29) (Foto: Cristiane Cardoso/G1)

Também nesta tarde, um protesto intitulado "SOS Cultura" movimenta a Avenida Rio Branco. Servidores da Cultura fazem alerta sobre a desvalorização do Sistema Minc, com a diminuição contínua do número dos seus funcionários e desvalorização proporcional dos salários da categoria.

O ato chama atenção para mais uma tentativa de negociação com o governo federal, segundo manifestantes. A principal reivindicação é o cumprimento dos acordos de 2007 e 2011, ainda não honrados, segundo eles.

Entre as reivindicações dos servidores da Cultura estão o aumento da verba da União para a Cultura, aumento salarial e equiparação, gratificação e retribuições de titulação (adicionais para profissionais de nível médio que possuem cursos de graduação e profissionais de nível superior que possuem especialização, mestrado e doutorado) e realização de concursos públicos.


Fonte: G1 - Globo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JB - Diretora da Andes cobra reabertura das negociações com o governo

Segundo Marinalva Oliveira, ainda permanecem paralisadas 52 universidades
Jornal do Brasil - Marcelo Auler

A diretoria do Sindicato dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - Andes SN, tendo à frente a presidente Marinalva Oliveira, e contando com a participação de uma barulhenta claque, basicamente formada por estudantes, participou, na manhã desta quarta-feira (29), de uma audiência pública convocada pela Comissão de Educação do Senado para tentar reabrir as negociações com o Governo federal.

Do encontro participaram ainda Sinasef, Fasubra, e Amaro Lins, como representante do MEC.

O encontro foi convocado pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e Ana Amélia (PP/RS). As duas, mais os senadores Cristovam Buarque, Eduardo Suplicy e Cassio Cunha Lima, reivindicaram que o governo reabra as negociações, mas Lins deixou claro que o governo não pretende fazê-lo.

Cristovam Buarque questionou: "Por que temos greve todo ano? Esta é uma pergunta chave. Algo está errado. Vamos ver o que precisamos fazer para que não sejam necessárias greves daqui para frente", disse o senador, defendendo uma negociação “permanente” entre o governo e os profissionais atualmente paralisados.

Segundo Marinalva, ainda permanecem paralisadas 52 universidades, dois institutos federais e dois centros de ensino federais de tecnologia - Cefets.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

R7 - Sindicato diz que governo está "de birra" com professores

Sindicato diz que governo está "de birra" com professores - Educação - R7 »

Depois de apresentar oficialmente na última quinta-feira (23) uma contraproposta ao MEC (Ministério da Educação) e ver o governo negar uma reabertura de negociações, o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), disse que o ministério está "de birra" com os professores. De acordo com o diretor Luiz Henrique Schuch, é "totalmente incompreensível" o posicionamento do governo. ... (leia aqui)

domingo, 19 de agosto de 2012

Sai UFSC e UNB da greve

UltimoSegundo IG: Greve dos professores acaba na UnB
Universidade é a primeira ligada ao Andes a decidir pelo fim da paralisação, que já durava quase três meses. Assembleia realizada na tarde desta sexta decidiu retomar as aulas na segunda-feira
Priscilla Borges - iG Brasília | 17/08/2012 18:30:07

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram acabar com a greve da instituição, que já durava quase três meses. Em assembleia realizada pela Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), o fim da paralisação foi decidido por 130 a 115 votos. As aulas serão retomadas já na segunda-feira.

Com essa decisão, a instituição é a primeira universidade ligada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) a interromper a greve. Rafael Morgado, presidente da ADUnB, disse que os professores e o sindicato não debateram implicações da decisão e posições sobre a proposta apresentada pelo governo aos grevistas.

“Os professores decidiram romper com o movimento nacional e voltar imediatamente às salas de aulas. Agora, o calendário de reposição será definido pela reitoria”, afirma Morgado. O Ministério da Educação já vinha cobrando dos reitores, mesmo antes do fim da greve na maioria das federais, um cronograma para a reposição das aulas e das atividades paralisadas.

O governo encerrou a negociação com os docentes, assinando acordo com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) , que representa apenas uma pequena parcela dos professores. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), ao qual a maior parte da categoria é filiado, recusou a proposta governamental e continua orientando as bases para endurecer o movimento grevista.

A proposta do governo federal também foi recusada por duas entidades de professores, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

Apesar disso, algumas instituições estão começando a retomar as atividades. Parte dos professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) decidiu nesta quinta-feira suspender o movimento grevista. O grupo de docentes ligado ao Andes-SN em Santa Catarina só decidirão a proposta de acabar com a paralisação no próximo dia 23.

As universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs); de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); de São Carlos (Ufscar) – câmpus de Sorocaba –; de São Paulo (Unifesp) – câmpus de Guarulhos – ; 12 câmpus do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e três do Instituto Federal do Acre (IFAC) também decidiram retomar as aulas. No total, a greve envolve cerca de 2 mil professores.


Termina a greve dos professores na UFSC após 37 dias de paralisação
Foram 534 votos a favor do término da greve contra 418 pela continuidade.
Votação ocorreu das 8h30 às 18h30 desta quinta-feira (16) nos campi.
Joana Caldas - Do G1 SC
Recomeço das aulas depende doConselho
Universitário (Foto: Ediane Mattos/Cotidiano)

Os professores da Universidade Federal de Santa Catarina votaram pelo fim da greve da categoria. A votação ocorreu nesta quinta-feira (16) das 8h30 às 18h30 nos quatro campi da universidade: Florianópolis, Araranguá, Joinville e Curitibanos. Na contagem dos votos, foram 534 pelo fim da greve contra 418 a favor da continuidade da paralisação. Também houve quatro votos em brancos e três nulos. No total, foram 959 votos.

A greve começou no dia 11 de julho, após o final do primeiro semestre letivo. Os servidores técnico-administrativos continuam parados. O Conselho Universitário da UFSC, em reunião do dia 7 de agosto, já havia suspendido o começo do segundo semestre devido às greves. As aulas só devem voltar após nova reunião do Conselho, que deve ocorrer na próxima semana.

Assembleias ocorreram também durante
quarta-feira (15) (Foto: Clodoaldo Volpato/ Apufsc)

De acordo com a assessoria do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc), a proposta do governo federal aceita pela categoria na votação desta quinta (16) inclui o reajuste salarial de 25% a 45%, a ser pago em três parcelas, sendo uma em cada um dos anos de 2013, 2014 e 2015. O reajuste de cada professor depende de fatores como se o mesmo é mestre ou doutor, se tem dedicação exclusiva e de quantas horas trabalha.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Jornal do Brasil: Professores de História racham movimento grevista da UFRJ

Eles foram chamados de fura greve e de pelegos por alunos e colegas
Jornal do Brasil - Caio de Menezes

Chamados de 'pelegos' e 'fura-greve' por alunos e colegas, depois que decidiram voltar às salas de aula, os professores do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vão comparecer à assembleia geral do movimento grevista para defender seu ponto de vista. O encontro está marcado para 13h desta sexta-feira (17), no auditório do Quinhentão, no Centro de Ciências da Saúde, campus da Ilha do Fundão.

Os docentes decidiram retomar as atividades depois que o Governo Federal encerrou as negociações, após a assinatura de um acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). 

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) protocolou hoje (16), no Palácio do Planalto, carta dirigida à presidenta Dilma Rousseff pedindo reabertura imediata das negociações com os docentes em greve. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria-Geral da Presidência da República confirmou que o documento foi entregue e encaminhado ao gabinete da Presidência da República e aos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento.
Em greve, professores e estudantes participam de atividade no campus da UFRJ no Centro

Apesar de não considerar a proposta do Governo Federal a ideal, o titular da cadeira de História Contemporânea, Francisco Teixeira, afirmou que o movimento grevista perdeu o sentido. Segundo ele, que voltou a lecionar na segunda-feira (13), 85% dos alunos têm frequentado suas aulas.

"O movimento tonou-se um palanque político partidário. A proposta não é a melhor do mundo, mas é o que temos, o momento do país é esse. Em vez de voltar ao trabalho, as pessoas querem mudar a política econômica de Dilma", afirmou. "Espero que a assembleia de amanhã realmente decida pelo fim da greve. Reunir-se apenas para 'avaliar' o movimento é perda de tempo".

Responsável pelas aulas de História Moderna, Carlos Ziller justificou a retomada de atividades.
"Não condeno quem se posiciona pela greve. Acho, inclusive, que um acordo que vai ser cumprido em três anos, e respinga no próximo governo, é sujo. Porém, os estudantes, cuja atividade nos define, não podem mais ser prejudicados", disse Ziller sobre a paralisação que já dura 92 dias. "Apesar da suspensão do calendário, aplicaremos provas, aulas e faltas, sem que haja prejuízo aos que aderiram à greve".

Professora de História da América, Lise Sedrez, que segue sem dar aulas, disse que não sentiu-se pressionada pela decisão dos colegas.
"O respeito foi total, desde o início. Mas fui obrigada a discordar por achar que a decisão deve sair da assembleia geral", disse. "Porém, caso a liderança insista em assembleias apenas para avaliar o movimento, sem tomar medidas pelo fim, ou intensificação das atividades de greve, voltarei às salas de aula".

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Faixa SOS GREVE UFRJ é estendida hoje no HUCFF

Foi desfraldada, com sucesso, na manhã desta terça-feira (14 de agosto), a faixa com os dizeres "S.O.S Greve UFRJ". Com 34 metros de comprimento, ela fica sobre a fachada do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) voltada para a Linha Vermelha. “Queremos chamar a atenção da sociedade e sensibilizar o governo para reabrir as negociações com os docentes. Mesmo do avião, acreditamos que a presidenta Dilma vai enxergar essa faixa”, brinca o professor Luiz Carlos Paternostro, da Escola de Comunicação, e um dos organizadores da atividade. O material pesa 80 kg e foi inscrito para constar no Guiness Book (Livro dos Recordes).

JB _ RIO
Professores da UFRJ estendem a maior faixa de greve do mundo

G1_ RIO DE JANEIRO 
Professores da UFRJ em greve estendem faixa em prédio no Fundão
Material tem 34 metros de comprimento e foi confeccionado por 20 pessoas.
Líderes grevistas querem chamar a atenção para reivindicações.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Jornal do Brasil : Estudantes bloqueiam entrada de professores em prédio da UFRJ

Professores e alunos do departamento de História foram proibidos de entrar no IFCS
Jornal do Brasil  - Henrique de Almeida

A entrada do prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ foi tomada por estudantes na manhã de hoje (13). O objetivo era impedir que os professores do Departamento de História entrassem no prédio para a volta às aulas, prevista para hoje após votação em assembléia realizada no dia 8 de agosto. Francisco Teixeira, professor titular de História Contemporânea da UFRJ, explicou o que motivou a decisão dosprofissionais em voltar às aulas. "Após três meses de greve, e com os pagamentos sendo efetuados, consideramos que os resultados da greve foram substanciais até agora. Além disso, estamos no limiar de perder o primeiro semestre. Foi por isso que decidimos voltar hoje, mas não querem deixar a gente entrar", disse Teixeira, que não poupou críticas os manifestantes que estavam no local: "Vários que estão ali na frente não são nem alunos da História. Quando tentei dialogar, fui chamado de traidor, pelego e fura-greve. Fui preso dentro desse mesmo prédio três vezes pela ditadura. Eles não têm o direito de me chamar de traidor", pontuou. 

Estudantes apoiaram a posição dos professores: "Eu só quero me formar, terminar o que preciso dentro da faculdade. É tão difícil?", questionou uma das alunas. O comando de greve da UFRJ explicou os motivos da intervenção. "Os professores da História realizaram uma assembleia à parte da assembleia geral dos docentes, sendo que esta última decidiu pela manutenção da greve dos professores. Eles não podem passar por cima dessa decisão. Por que eles não foram à Assembleia questionar o que eles achavam errado?", questionou Júlio Anselmo, que também é candidato a vereador pelo PSTU. Felipe Camargo, diretor de Cultura do DCE da UFRJ, confirma a posição de Anselmo: "Só queremos que seja respeitada a decisão da Assembleia." Estudantes bloquearam a entrada do IFCS

Os professores de História declararam que só chegaram à Assembleia 40 minutos depois do início desta, e a greve já havia sido votada pela maioria dos docentes.

Em um dado momento, os professores do departamento se juntaram e começaram uma aula em pleno Largo de São Francisco, contando a história daquele prédio e da própria universidade. Foram interrompidos por Mauro Iasi, presidente da Associação de Docentes da UFRJ. Iasi pedia aos professores que se juntassem aos estudantes e manifestantes para uma discussão dentro do edifício do IFCS. Mônica Grin, professora de História Contemporânea, interrompeu a fala de Iasi e, a partir dali, começou um bate-boca verbal, que foi controlado pelos professores de História antes que ocorresse alguma agressão física. Até o fim desta manhã, nenhum acordo havia sido estabelecido entre as partes envolvidas.

Fotos: Que História é essa? + Assembléia







Obs: desculpe a má qualidade das fotos pois só lembrei de tira - las quando já era noite.



Saiu no oglobo .....

Professores de História da UFRJ tentam furar greve, mas estudantes não deixam
http://oglobo.globo.com/rio/professores-de-historia-da-ufrj-tentam-furar-greve-mas-estudantes-nao-deixam-5770182#ixzz23U2vGPXS


domingo, 5 de agosto de 2012

Tom Zé, vem tocar no Canecão ocupado!!

Tom Zé apóia ocupação do canecão, no palco, e improvisa uma música nos saudando. Valeu, Tom Zé.
Video do momento em que Tom Zé, no show de ontem, pegou a nossa faixa-covite e improvisou uma música pra gente! "Tom Zé, Tom Zé, vem tocar no Canecão ocupado!"

segunda-feira, 30 de julho de 2012

R7: Estudantes da UFRJ que ocupam Canecão vão fazer "plebiscito" sobre destino do prédio


Universitários estão acampados na antiga casa de shows desde terça-feira (23)
Isabele Rangel, do R7 | 30/07/2012 às 18h59



Estudantes sugerem que gestão seja compartilhada entre alunos, professores e técnicos


Estudantes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que ocupam o prédio do antigo Canecão, em Botafogo, na zona sul, querem que alunos, professores, funcionários e a população em geral opinem sobre o destino do espaço que já abrigou uma das mais tradicionais casas de show do Rio de Janeiro.
Depois de uma batalha judicial que durou décadas, o imóvel que pertence à universidade, foi retomado há cerca de dois anos, mas desde então está fechado, abrigando apenas os móveis do antigo locatário.
Revoltados com a demora na destinação do espaço, os estudantes decidiram ocupar o local na terça-feira (24), por tempo indeterminado.
Nesta segunda-feira (30), os estudantes afirmaram que querem que o local seja usado por toda a sociedade, não apenas por quem pode pagar ingressos caros para shows. De acordo com a aluna de 6º período de arquitetura, Isabela Peccini, o que o movimento pretende é que o espaço seja ocupado por atividades culturais acessíveis a todos os bolsos.
— Durante a ocupação, nós estamos promovendo debates, maratonas cinematográficas, oficinas, shows de bandas da UFRJ e de fora. Nós queremos mostrar que somos capazes de gerir o local e o ocupar o espaço de forma cultural e com a participação de todos.

Como solução para a gestão do local, os integrantes do movimento sugerem uma comissão formada por alunos, técnicos da universidade e professores de forma proporcional.



Assista ao vídeo:



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Jornal do Brasil - Prédio onde funcionava o Canecão é ocupado por alunos da UFRJ

Jornal do Brasil


O prédio onde funcionava o Canecão, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi ocupado por centenas de alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na noite desta terça-feira. Os estudantes entraram no local por volta das 21h e dizem que só vão sair quando forem recebidos pela reitoria da universidade.

Eles pedem a transformação do Canecão em um centro cultural 100% público, com ingressos a preços populares para os eventos. Além disso, reivindicam a criação de um restaurante universitário em todos os campi da UFRJ.Estudantes dormiram na entrada do Canecão, em Botafogo, na Zona Sul do Rio

Os manifestantes também pedem que 10% do PIB seja destinado à educação pública. A ocupação vai contar com manifestações culturais.

A direção da UFRJ disse que não recebeu nenhum comunicado a respeito da ocupação do imóvel.

Ecos Online: [AO VIVO] Alunos da UFRJ fazem Ocupação Cultural d...

Ecos Online: [AO VIVO] Alunos da UFRJ fazem Ocupação Cultural d...: Estamos ao vivo direto do Canecão, onde alunos fazem ocupação cultural pedindo uma audiência pública com o Reitor sobre a questão do Canecão...

O dia e R7 - Estudantes da UFRJ ocupam o Canecão

O dia - Rio - Estudantes da UFRJ ocupam o Canecão

Rio - Os estudantes em greve da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocuparam, às 21h desta , o espaço do antigo Canecão, em Botafogo. Cerca de 200 estudantes estão no interior do prédio e realizam neste momento uma reunião para definir os rumos da ocupação.

A entrada no Canecão é parte das reivindicações da greve estudantil que já dura mais de dois meses na Universidade. Os estudantes exigem que o Governo Federal negocie com os professores, servidores e estudantes em greve, além do investimento imediato de 10% do PIB na educação pública.

No âmbito da própria UFRJ, os estudantes exigem a não adesão ao projeto da EBSERH, uma audiência pública com o reitor Carlos Levi, a construção imeditada de restaurantesuniversitários em todos os campi, a ampliação dos alojamentos estudantis e das creches universitárias.

Além disso, que o Canecão seja um centro cultural 100% público, gratuito, popular e gerido por um fórum paritário de servidores, estudantes e professores. Até o momento, não foi registrado nenhum incidente na ocupação.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/estudantes-da-ufrj-ocupam-o-canec%C3%A3o-1.466974



R7 - Estudantes em greve da UFRJ ocupam espaço
do Canecão, na zona sul do Rio de Janeiro


Entrada do Canecão é parte das reivindicações da greve estudantil

Do R7 | 24/07/2012 às 22h50

Cerca de 200 estudantes em greve da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) ocupam, na noite desta terça-feira (24), o espaço do antigo Canecão, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, onde realizam uma reunião para definir os rumos da ocupação.

De acordo com estudantes, a entrada do Canecão é parte das reivindicações da greve estudantil que já dura mais de dois meses na universidade. Os estudantes exigem que o Governo Federal negocie com os professores, servidores e estudantes em greve, além do investimento imediato de 10% do PIB na educação pública.

No âmbito da própria UFRJ, os estudantes exigem a não adesão ao projeto da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), uma audiência pública com o reitor Carlos Levi, a construção imediata de restaurantes universitários em todos os campi, a ampliação dos alojamentos estudantis e das creches universitárias. Além disso, eles querem que o Canecão seja um centro cultural 100% público, gratuito, popular e gerido por um fórum paritário de servidores, estudantes e professores.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ocupação sai no G1 da Globo

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/07/estudantes-da-ufrj-ocupam-canecao-para-pedir-reuniao-com-reitoria.html


Estudantes da UFRJ ocupam Canecão 
para pedir reunião com reitoria


Cerca de 200 universitários estão no local desde 21h desta terça-feira (24).
Comando da greve quer um centro cultural 100% público.
Isabela MarinhoDo G1 RJ

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocupam na noite desta terça-feira o imóvel onde ficava o Canecão, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Cerca de 200 universitários entraram no local por volta das 21h e pretendem ficar lá até serem recebidos pela reitoria da instituição.
“Vamos ficar aqui por tempo ilimitado até que a reitoria atenda às nossas reivindicações”, diz Kenzo Soares, um dos integrantes do comando da greve da UFRJ.

Dentre os pedidos dos universitários também está a transformação do Canecão em um centro cultural 100% público, com ingressos a preços populares para os eventos.
“Nós queremos que o destino do espaço do cultural seja decidido em um fórum paritário. Além disso reivindicamos para que haja um restaurante universitário em todos os campi da universidade”, reforça Kenzo.
O grupo ainda pede que 10% do PIB seja destinado à educação pública. A ocupação vai contar com manifestações culturais. “Vamos convidar artistas para fazer shows e oficinas. E convocamos que artistas cariocas venham debater conosco como deve ser o futuro Canecão”, finaliza Kenzo.