Mostrando postagens com marcador CNGE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CNGE. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de setembro de 2012

CNGE: Informativo 20 - ESPECIAL

PARTE 1

CNGE sai de Brasília com a certeza de que os estudantes fizeram história!

(...)
Ontem aderiu à nossa greve [da educação]
A alegria,
A saudável intransigência,
A criatividade
A indignação
A rebeldia.

Uma brisa leve
Tomou os corredores frios,
As salas, o campus, os corpos
Sacudindo a acomodação
burocrática.

"Stop de umbigation"!
Assim como está não ficará.
Nada será como antes.
Ontem, entraram em greve os estudantes"
(Mauro Iasi – Informe Poético)

Junto com xs professorxs e técnicx-administrativxs conseguimos deixar as instituições de ensino mais vivas. Fizemos história porque há muito tempo não víamos um movimento que fosse capaz de encantar mentes e corações pela defesa da educação brasileira. Apesar de toda truculência do governo e da imprensa corporativista, não nos calamos e fomos capazes de nos mobilizar em cada cantinho desse imenso país.
Mostramos a força e a criatividade da juventude que se dedicou em cada momento da construção da nossa greve. Estudantes de Norte a Sul do país deixaram sua vida cotidiana pelo sonho de transformar a lógica do ensino. Ocupamos reitorias para que houvesse abertura de negociações, fundações privadas para enfatizar nosso repúdio ao modelo privatista, rádio universitária com transmissão especial sobre a greve para ouvirem nossas vozes, casa de show para reivindicar o acesso e a popularização da cultura, bloqueamos vias para forçar o governo a negociar nossas pautas.
Fomos às ruas, gritamos, pintamos o MEC de preto e amarelo para simbolizar a educação em greve; fizemos peças de teatro representando a postura do governo brasileiro em priorizar uma política econômica que não leva em consideração as necessidades dxs trabalhadorxs. Transformamos, sem abrir mão de antigas práticas que já demonstraram sua eficácia, nosso modo de nos fazer ouvir. Para tanto, organizamos inúmeras aulas públicas que ocuparam espaços que sempre deveriam ser do povo.
Enfim, transformamos a tragédia em poesia. Novos ares virão, pois a greve não é um instrumento em si, mas uma etapa de uma grande luta que vamos seguir travando em defesa do nosso projeto de educação.

Por que viemos para Brasília?

A finalidade fundamental de o CNGE estar instalado em Brasília, resolução aprovada na reunião do dia 18 de junho no Rio, teve a ver essencialmente com 3 objetivos:

1 – Articulação das mobilizações e greves estudantis;
2 – Negociar com o governo federal a Pauta Nacional Unificada;
3 – Promover a articulação com as categorias de servidores em greve.

Acreditamos que o CNGE conseguiu cumprir esse papel ao longo dos últimos meses.

Por que sair de Brasília?

Por um lado, pelo fim do prazo para enviar o orçamento do governo (dia 31 de agosto) foram encerradas as negociações do MEC com o CNGE. Além disso, a FASUBRA e o SINASEFE já decidiram pelo fim da greve. Por fim, as lutas locais seguem com força e acreditamos que a principal tarefa agora que terão xs delegadxs do Comando Nacional é fortalecer a pautas específicas, fomentando o processo pela base.
Nesse sentido, deliberamos de forma consensual em reunião do Comando o retorno dxs delegadxs do CNGE às suas universidades e o encerramento do seu funcionamento em Brasília depois de mais de dois meses, o que não significa a dissolução do Comando, muito menos o fim da nossa articulação nacional, mas dar prioridade ao fortalecimento das lutas locais.
Combinado a isso, realizamos um longo debate acerca de uma primeira avaliação geral sobre a greve e o seu desenvolvimento nos últimos 3 meses. Esse Informativo Especial busca dividir com o conjunto do movimento estudantil as opiniões acumuladas pelo CNGE. Os rumos da greve e das mobilizações locais deverão ser debatidas e encaminhados pelas Assembleias de base e Comandos Locais. Por isso enviamos aos delegadxs uma Carta do CNGE para ser referendada pelo conjunto das Assembleias com o acúmulo do Comando sobre a greve.











PARTE 2

A força do movimento da educação impulsionou a maior greve do funcionalismo público federal

Há décadas o funcionalismo público não realiza uma greve desta dimensão. Há quem diga que foi a maior da história, conseguindo abarcar quase 40 categorias diferentes, como IBGE, ANVISA, CAPES, CNPQ, agências reguladoras, fiscais agropecuários, justiça federal, polícia rodoviária, 
polícia federal, entre diversas outras. A greve da educação, sem dúvida, foi determinante para fortalecer a greve do conjunto dos servidores e unificar as nossas forças.
Com o conjunto das categorias em greve, de forma unificada, ficou claro que a luta não era apenas por pautas corporativistas, mas que questionava a política econômica e as prioridades do governo Dilma. Em diversos materiais, ficava estampada a denúncia de que quase metade do orçamento público vai para o bolso de banqueirxs, e que o governo não devia priorizar os investimentos na Copa, construindo estádios e fazendo obras faraônicas, repassando bilhões para a iniciativa privada e organismos internacionais, enquanto não há investimento na educação.
Além do questionamento à política econômica, outra marca fundamental da greve foi a radicalização e a entrada em cena de uma nova geração de jovens trabalhadorxs, recém-ingressxs no serviço público. A força da greve e seu enfrentamento duro com o governo foram fundamentais para curvar a intransigência de Dilma quando dizia que não negociaria com grevistas e que era preciso a compreensão de todos pela “difícil situação da econômica mundial”. Nós grevistas não nos acomodamos e fortalecemos ainda mais a greve! E, por fim, uma importante vitória política foi o reconhecimento do método da “greve” como um instrumento fundamental para avançar nos direitos da classe trabalhadora.

A expansão precarizada, representada pelo REUNI, resultou na GREVE!

Esta greve foi a máxima expressão de descontentamento de milhares de estudantes, professorxs e técnicx-administrativxs com a situação atual que se encontram as universidades públicas brasileiras, concretizado no REUNI. Após 2007, com a implementação do decreto 6096/07 (REUNI), as universidades passaram por um período de expansão que visava implementar um novo modelo de educação em nosso país. O entendimento do governo de criar novas universidades, aumentando o número de estudantes em sala de aula, mas sem promover concursos para docentes, mostra que tal expansão rebaixa a qualidade das universidades públicas e dá uma condição precária de estudo e trabalho para xs recém-ingressxs. Como continuidade desta política, o governo Dilma elaborou o novo Plano Nacional de Educação, que incorpora as metas do REUNI e não resolve o problema da falta de investimento.
Na realidade das universidades, xs professorxs e técnicx-administrativxs reivindicavam condições dignas de trabalho, enquanto xs estudantes sofriam com a falta de assistência estudantil (moradia, bandejão, creche, bolsas), falta de estrutura, recursos acadêmicos como bibliotecas e laboratórios equipados, professorxs insuficientes. Compreendendo que os problemas de cada universidade eram parte de uma só política educacional, a Pauta Nacional Unificada acumulou as seguintes consignas gerais:

ü Chega de REUNI!

ü Queremos expansão com 10% do PIB para a educação pública já!

ü Não ao PNE do governo. Por um PNE dos estudantes, professores e técnico-administrativos que rompa com a lógica de transferência de verba pública para o setor privado!

ü Contra os cortes de verba na educação: Dilma, a culpa é sua!

ü A educação não pode pagar pela crise!

ü Pelo reajuste da verba do PNAES para R$2 bilhões!

ü Não ao SIMEC! Por um sistema de dados não vinculado às metas do REUNI, transparente e com gestão democrática e paritária!

ü Em defesa das políticas de ações afirmativas e cotas raciais nas instituições públicas de ensino!

ü Pela radicalização da democracia em todos os espaços das instituições de ensino!

ü Pelo imediato reajuste da bolsa para o valor de 1 salário mínimo!

ü RU, moradia estudantil e creche universitária em todos os campi, e sem trabalho terceirizado!


Com a certeza de que o governo não negociaria por bem, e para efetivar essas e outras pautas acumuladas pela greve, o CNGE fez também as seguintes exigências:

ü Negocia, Dilma!

ü Pela imediata abertura de negociação com as categorias em greve: ANDES, FASUBRA, SINASEFE e CNGE.

ü Greve é um direito: não a criminalização dos movimentos sociais!











PARTE 3

Surge o Comando Nacional de Greve Estudantil

Aos poucos, as assembleias com quóruns históricos iam acontecendo uma a uma em cada universidade do país e, em sua maioria, votavam pela greve estudantil e começavam a formar seus comandos locais. Não estava claro, porém, como seria a organização nacional estudantil. Hoje a história já foi escrita, e ficou comprovado a importância da formação
 do Comando Nacional de Greve Estudantil.
A primeira Marcha em Brasília, realizada dia 5 de junho, reuniu 20 mil trabalhadorxs, e cerca de 2 mil estudantes, culminando na Plenária do Movimento Estudantil, organizada pelos Comandos Locais de Greve. A Plenária aprovou Manifesto intitulado “Quem disse que sumiu?” e a construção do Comando Nacional de Greve Estudantil. O Comando seria composto por delegadxs eleitxs pelas assembleias de base, no critério de 2 delegadxs por universidade em greve, e 1 delegadx por universidade em mobilização.
A primeira reunião do Comando se deu dia 18 de junho, durante a Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro. Dali se efetivou o Comando, aprovou-se a Pauta Nacional Unificada e o funcionamento do CNGE em Brasília, a partir do dia 25 de junho. A partir de então, o Comando iniciou sua expressiva participação no contexto nacional, com a chegada em Brasília, com delegadxs vindxs de várias instituições de ensino.

CNGE concretiza a unificação das pautas estudantis

Logo após a instalação do Comando em Brasília, tivemos o desafio de articular as ações do 3-J, dia nacional de luta descentralizado, chamado dessa forma em alusão aos dias de luta da juventude na Espanha. Com o mote “Alerta, Mercadante! Quem negocia à greve é o Comando de Estudantes!”, em resposta às tentativas do governo de tentar articular negociações com a direção majoritária da UNE pelas costas do Comando, a mobilização foi um sucesso. Foram diversos atos espalhados pelo país e ficou comprovada a legitimidade que o Comando vinha ganhando na base.
O CNGE se incorporou à agenda de lutas do funcionalismo federal, participando das Marchas em Brasília nos dias 18 de julho e 15 de agosto, que foram parte de um Acampamento na Esplanada, atividade que não acontecia de forma unitária desde a década de 1980! No dia 19 de julho, xs estudantes realizaram junto axs servidorxs um piquete no MPOG, parando um dia inteiro as atividades no Ministério, ação que não acontecia há anos e que foi fundamental para pressionar o governo. No mesmo dia, o CNGE foi recebido, junto com os CNGs das outras categorias, por representantes do MPOG. Além de construir e participar também dos dias unitários de mobilização, como o 31 de julho, que teve uma forte adesão das categorias do funcionalismo em greve.
PARTE 4

O Comando unificou também a pós-graduação e os secundaristas!

Nesta greve, houve uma ação inédita que impulsionou o fortalecimento do movimento estudantil: a deflagração de greve dos estudantes do ensino médio e técnico das escolas e institutos federais e a deflagração de greve dos estudantes de pós-graduação. Esses dois segmentos incorporaram-se ao movimento dos estudantes da graduação
 e construíram de forma unitária o Comando Nacional de Greve Estudantil.
Os estudantes secundaristas passam pelos mesmos processos de sucateamento e privatização que ocorrem nas universidades públicas. Frente a esse processo, os secundaristas construíram nos institutos e escolas federais em todo país suas pautas de reivindicação, organizando-se por meio de assembleias. As assembleias discutiram a necessidade de deflagrar greve e de se incorporar ao movimento em curso. As pautas foram principalmente a democratização interna nos espaços institucionais, por uma política nacional de assistência estudantil, contra a privatização do ensino técnico federal, através do PRONATEC, contra a expansão sem qualidade dos IFs, contra o ENEM, processo de seleção elitizado de acesso às universidades, entre outras. Essas pautas foram incorporadas nas pautas do CNGE, compreendendo que este tem legitimidade para negociar com o governo.
É importante ressaltar que a direção majoritária da União Brasileira dos Estudantes Secundarias (UBES) coloca-se ao lado do governo, alheio ao processo de greve.
O CNGE reuniu-se com o MEC algumas vezes e foi entregue todas as reivindicações, porém em nenhuma mesa o governo colocou representante para discutir as pautas dos estudantes secundaristas, não compreendendo a força e a pluralidade do CNGE. Os secundaristas continuam mobilizados fortalecendo seu movimento em prol da defesa do ensino publico e com qualidade referenciada.
Na pós-graduação o movimento encontrou-se no seu momento ímpar. Após a deflagração da greve dos docentes das IFES em maio de 2012, a pós-graduação entendeu a necessidade de se incorporar ao movimento grevista por meio de dois processos: o primeiro foi a declaração de apoio incondicional ao movimento da greve em curso; o segundo foi a deflagração da greve dos pós-graduandos. Várias Associações de Pós-graduandos e dezenas de estudantes matriculados nos Programas de Pós-graduação deflagraram greve, suspendendo as atividades de ensino e pesquisa nas universidades (movimento inédito na historia da pós-graduação neste país).
Dessa maneira, os estudantes de pós-graduação vêm construindo na greve análises e estudos sobre o modo como se processa a produção de conhecimento no Brasil. Nesse sentido, os pós-graduandos compreendendo a sua função social como categoria estudantil incorporaram-se ao movimento de greve estudantil, que engloba desde secundaristas até estudantes de pós-graduação, participando ativamente das atividades da categoria.
Além disso, o movimento dos pós-graduandos construiu no Rio de Janeiro o Comando Estadual de Greve dos Pós-graduandos. Este comando, que é subordinado ao Comando Nacional de Greve Estudantil, defende três eixos centrais: i- a incorporação das pautas dos pós-graduandos ao Plano Nacional de Assistência Estudantil; ii- universalização das bolsas e aumento imediato das mesmas de 87%; iii- prorrogação dos prazos das defesas, qualificações e bolsas dos Programas de Pós-graduação que deflagraram greve. Esses três eixos somam-se às pautas do movimento de greve da categoria estudantil.
Continuaremos mobilizados, ampliando o debate e fortalecendo as nossas pautas, além de fortalecer a categoria estudantil na defesa da educação pública, gratuita e que priorize a qualidade estrutural, curricular e pedagógica da produção do conhecimento.


PARTE 5

Até o governo e o MEC tiveram que reconhecer a legitimidade do Comando

Apesar da forte resistência do governo em reconhecer o Comando Nacional de Greve Estudantil, este se viu em uma posição de ter de se reunir com o CNGE, posto que realizamos forte pressão em Brasília e em todo o país, protocolamos uma série de ofícios e fizemos inúmeras ligações para o MEC. Nossa primeira reunião foi 
dia 10 de julho, onde nenhuma proposta real foi efetuada e xs representantes do governo se empenharam em discorrer sobre as supostas vantagens do REUNI e fazer auto-propaganda da proposta feita ao ANDES-SN. As outras reuniões (nos dias 31 de julho, que ocorreu após uma vigília noturna na porta do MEC, e 24 de agosto) foram no mesmo tom displicente, não enviando representantes capazes de responder às demandas dos secundaristas e da pós-graduação e ignorando, por exemplo, a centralidade que a demanda por creches universitárias teve em nossa greve.
Ficou claro também o interesse do governo em consolidar uma proposta de educação que não contempla o conjunto das categorias em greve, apresentando um conjunto de números ilusórios para serem utilizados nas propagandas do governo, falando que o número de universidades aumentou, mas em momento algum mostrando interesse em analisar a qualidade da educação, as condições de aprendizado, produção de pesquisas ou projetos de extensão.
Sobre os problemas acumulados com o REUNI, o governo demonstrou que só está disposto a administrar questões relativas à estrutura, e não às pautas acadêmicas e sobre a permanência estudantil. De acordo com o MEC, será destinado às universidades verbas para complementar os recursos que faltaram para construção dos prédios incluídos no projeto do REUNI. O MEC reconheceu o passivo das universidades anteriores ao REUNI, mas disse que não tem condições de suprir isso. Segundo Amaro Lins, secretário de ensino superior, essa verba já está no orçamento de cada universidade.
Foi apresentada a portaria que amplia o valor da bolsa PIBIC para R$400,00, o que já representa um avanço, porém limitado. O CNGE ressaltou a importância da equiparação das bolsas ao salário mínimo e o fim da contrapartida de trabalho nas bolsas permanência.
Por fim, todxs xs estudantes devem estar alertas em relação ao aumento da verba do PNAES. O governo sinalizou que vai haver uma ampliação, porém não apresentou números. Um possível reajuste para além dos 100 milhões que tiveram no ano passado, já representará uma importante vitória da greve estudantil. E além disso, representará muita luta em cada universidade para cobrar das reitorias e conselhos universitárias as prioridades no investimento da verba.
PARTE 6

Alerta Mercadante: quem negocia a greve é o Comando de Estudante!

Para conseguir que o Comando fosse o representante legítimo para negociar a pauta dxs estudantes, passamos por um longo processo. Para iniciar, o processo de votação dxs delegadxs nas assembleias e a garantia das viagens para compor o Comando em Brasília. Foi preciso também inúmeras participações nas reuniões dos CNGs da
FASUBRA, ANDES e SINASEFE, para que as entidades reconhecessem a legitimidade do Comando, o que aos poucos se concretizou. Participamos de uma mesa unificada de debate de conjuntura e precarização do trabalho e apontamos sempre a necessidade de construir uma Pauta entre as categorias e os estudantes, especialmente no que toca às condições de trabalho e a permanência estudantil.
Em relação à negociação com o governo, foi preciso um esforço a parte para que o MEC reconhecesse nossa legitimidade e negociasse nossas pautas. Isso se concretizou no “Alerta ao Mercadante”, que foi fundamental em alguns momentos da greve, quando a direção majoritária da UNE tentou negociar as pautas da greve com o governo e, ao longo de todo o processo, não participou do mais importante instrumento da nossa greve, o CNGE.
Isso ficou expresso especialmente no dia 26 de junho. A direção majoritária da UNE organizou uma manifestação em Brasília e foram recebidos pelo Mercadante, negociando a pauta da UNE como se fosse dos estudantes em greve. Além disso, frente à aprovação na Câmara dos Deputados do PNE com 10% do PIB para 2023, a entidade apresentou como uma grande conquista. O Comando soube logo responder a isso, afirmando que a necessidade da educação não é uma ampliação do investimento para daqui a 10 anos, muito menos para dar dinheiro ao setor privado como prevê o PNE. Por fim, o Comando também soube denunciar a comissão formada por UNE, MEC e ANDIFES, para tratar da pauta de reivindicações levada pelas entidades.

CNGE representa uma grande vitória do movimento estudantil!

Foi através do CNGE que o movimento estudantil brasileiro conseguiu, em primeiro lugar, superar a fragmentação que havia tanto territorial quanto pelos diversos coletivos organizados, e unificar todo o movimento em uma só pauta e um só instrumento. A articulação nacional realizada expressa a importância que teve nesta greve a unidade construída.
A maior vitória da concepção de movimento estudantil levada pelo Comando está relacionado com um funcionamento completamente ligado às assembleias dxs estudantes. Através do método democrático de eleição de delegadxs pelas assembleias gerais, com mandatos revogáveis, as reuniões do Comando, suas deliberações e a intervenção de cada delegadx estava submetida ao controle da base.
Além disso, o Comando manteve sua independência, política e financeira, frente aos governos e às reitorias. Isso foi fundamental para que as pautas aprovadas pudessem refletir de fato o acúmulo de cada assembleia de base. Organizamos a campanha “Doe um Real para o Comando Nacional”, e em diversas assembleias e atividades da greve passamos sacolinhas, além de solicitar apoio financeiro das entidades parceiras de greve, o que foi determinante para fazer o Comando existir na realidade, subsidiar as passagens dxs delegadxs e manter o funcionamento orgânico em Brasília. Foi a independência que permitiu também a unidade com a classe trabalhadora.
Por fim, nosso Comando teve também uma vocação internacional! Articulamos-nos em uma solidariedade à luta dxs estudantes do Quebec, que seguem em um forte ascenso estudantil e enviaram uma carta axs estudantes brasileirxs de apoio, além de aprovar uma Moção de apoio à retomada das lutas estudantis chilenas e de repúdio à forte repressão do governo Piñera, que inclusive chegou a abusos sexuais contra estudantes secundaristas! A nossa greve, sem dúvida, se somou à juventude que protagoniza mobilizações por todo o mundo, e agora a juventude brasileira deve seguir em luta pela construção de um novo mundo e o nosso direito ao futuro!

PARTE 7 - FINAL

A luta tem que continuar: com unidade, independência e combatividade!

Mesmo com a saída dxs delegadxs do Comando Nacional em Brasília, seguirá a necessidade de lutar em cada universidade e por todo o país. O acúmulo da greve aponta uma Pauta Nacional Unificada, que o movimento estudantil de conjunto terá o desafio de incorporar como parte do cotidiano das lutas e
seguir pressionando o governo e as reitorias para efetivar nossas reivindicações.
Além disso, o aprendizado que tivemos na construção do Comando deve ficar para que o movimento estudantil acumule forças e se prepare aos próximos desafios que virão. O Comando permitiu a construção das lutas e da greve de forma unitária, aprendendo a lidar com as diferenças e fortalecendo uma concepção democrática e independente, representando uma conquista histórica para o movimento estudantil. O sonho de transformar a educação e o país seguirá vivo e ainda mais forte!

CONTRIBUIÇÃO À PAUTA DE REIVINDICAÇÃO DO COMANDO NACIONAL DE GREVE ESTUDANTIL/ CNGE

Conselho de Bolsistas Trabalho 
Universidade Federal de Sergipe

Pelo fim da expropriação da força de trabalho do estudante bolsista maquiado de assistência estudantil!

O Conselho de Bolsista Trabalho da Universidade Federal de Sergipe saúda as mobilizações, as ocupações e as greves estudantis que foram deflagradas frente ao cenário de greve dos servidores das universidades e institutos federais.
Diante dessa articulação do movimento estudantil com o Comando Nacional de Greve Estudantil/ CNGE na busca de uma construção unitária da pauta de reivindicação ao MEC, bem como de perspectiva de atuação no pós greve, é que o Conselho de Bolsistas trabalho lança ao CNGE essa nota de colaboração ao movimento.
Com o advento do primeiro Plano Nacional de Educação/ PNE, se estabeleceu a adoção de programas de assistência estudantil, dentre eles a bolsa trabalho, visando apoiar o estudante em seu desempenho acadêmico, bem como a sua permanência na universidade. Isto por que, na década de 90 já se vivia uma expansão nas instituições federais de ensino superior e que demandava de mais pressão por ajuda estudantil. Portanto, desde o primeiro PNE que o governo federal vem pecando em estimular nas universidades a expropriação da força de trabalho do estudante de forma maquiada de política de assistência estudantil.
Assim, o estudante vulnerável socioeconomicamente está subordinado a realização de atividade laboral tendo como contrapartida o pagamento de uma mísera bolsa veiculada a uma política de assistência estudantil. Ademais, os mesmos não exercem, em sua maioria, atividades atreladas a sua área de formação, mas sim desempenha atividades de um técnico administrativo, de forma distorcida, precarizada e desvalorizada. Uma vez que, os bolsistas não são reconhecidos enquanto categoria de trabalhador, e essa realidade presente em boa parte das universidades (pra não dizer em todas) é resultado das metamorfoses no mundo do trabalho, a qual afeta indiretamente a forma de ser da classe trabalhadora, tornando-a mais heterogênea, fragmentada e complexa.
E é essa a lógica da IFES, de se apossar da nossa força de trabalho como mão- de- obra barata, reduzindo a abertura de concursos públicos para técnicos administrativos. E de se esconder atrás do programa de assistência estudantil, como política voltada para os estudantes de condições socioeconômicas baixa, possibilitando o complemento da renda familiar e a garantia da permanência dentro da universidade. Desta forma, não podemos apenas reivindicar ao governo e a reitoria a equiparação das bolsas a um salário mínimo se não fizermos a ratificação de qual caráter de bolsa queremos.
Em suma, infelizmente, é esse o caráter da Bolsa Trabalho espalhado em várias Universidades e Institutos Federais. Porém, há possibilidades de mudanças! Cabe a nós bolsistas trabalho, estudantes, nos organizarmos e tocarmos uma pauta acertada em defesa do “trabalho de estudo e não de servidor”, em defesa da Assistência Estudantil com qualidade e quantidade, que possa garantir aos filhos da classe trabalhadora o direito de ACESSO ao tripé da universidade (ensino- pesquisa- extensão) e a PERMANÊNCIA com condições dignas e satisfatórias. Além disso, temos a possibilidade de uma articulação com as entidades nacionais dos técnicos administrativos (FASUBRA, SINASEFE), bem como com as centrais sindicais (CUT, CTB e CSP- CONLUTAS) as quais têm em seu bojo a luta contra a precarização do trabalho.
Por fim, o Conselho de Bolsista Trabalho deseja uma boa luta unitária e que essa reivindicação também possa amadurecer a possibilidade de se criar um mecanismo combativo( a exemplo do conselho de bolsista trabalho da UFS e da UFES) a precarização do Trabalho, a garantia da Assistência Estudantil e a defesa da Universidade Pública e dos institutos federais.

13 de agosto, São Cristóvão- Sergipe

BOLETIM ESPECIAL CNGE-PÓS

BOLETIM ESPECIAL CNGE-PÓS

Carta-denúncia sobre a caravana da ANPG rumo à Brasília nos dias 28, 29 e 30/08.

Durante o processo de greve deflagrado a partir de maio de 2012 no ensino público federal, que ultrapassa os cem dias de duração, uma nova instância organizativa foi criada com o objetivo de agregar e mobilizar estudantes do nível da pós-graduação: o Comando Estadual de Greve dos Pós-Gradua
ndos do Rio de Janeiro. Reunindo estudantes da UFF, UFRJ, UFRRJ e, posteriormente, da UERJ, este movimento se soma às demais categorias em greve nas instituições de ensino superior, técnico e tecnológico, e, mais recentemente, aos servidores públicos federais em greve, todos confrontados com a incapacidade do governo Dilma em abrir negociações e com a sua intransigência durante as negociações com categorias que conseguiram iniciar diálogo.
Os estudantes de pós-graduação tem sua representação nacional garantida junto ao Comando Nacional de Greve Estudantil (CNGE), que agrega ainda alunos da graduação e secundaristas. O movimento de construção da greve foi realizado a partir das bases discentes em todo o Brasil. As direções das entidades que supostamente deveriam representar os estudantes do ensino superior tais como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) omitiram-se e não participaram da greve. No caso da ANPG, autoproclamada representante dos pós-graduandos do Brasil, assistiu-se à publicização de uma irrisória declaração de "solidariedade" ao movimento grevista, sem que no entanto tenha em qualquer momento declarado sua adesão à greve. No momento presente a ANPG, que tenta estabelecer uma negociação com o governo alheia ao movimento paredista, por meio da organização de uma caravana de pós-graduandos a Brasília com a finalidade de reivindicar o reajuste de 40% das bolsas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, ignorando a pauta de reivindicações dos estudantes de pós-graduação apresentada pelo CNGE.
Nós, do Comando Estadual de Greve dos Pós-Graduandos do Rio de Janeiro, nos manifestamos contra a incorporação dos estudantes de pós-graduação em greve à referida caravana, por compreender que a ANPG não vem construindo o movimento da greve dos estudantes da educação. Num contexto em que tentamos negociar reivindicações junto às agências de fomento à pesquisa em nível de pós-graduação, CAPES e ao CNPq, e somos ignorados pelos dirigentes destas instituições, consideramos um disparate o fato de a ANPG conseguir marcar audiência com a CAPES para negociar pautas que não dizem respeito à greve. Nossas pautas já foram apresentadas oficialmente na íntegra pelo CNGE e pelo Comando Nacional de Greve do ANDES, sem que houvesse qualquer tipo de resposta por parte da CAPES e do CNPq.
Somos contra a proposta da ANPG de reivindicar um aumento de apenas 40% nas bolsas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, pois construímos proposta alternativa e superior durante a greve. Considerando que o valor das bolsas se encontra altamente defasado em relação às necessidades de sobrevivência dos pós-graduandos e quanto ao valor real que atingiram outrora - conforme comprovado por meio de estudo econômico por nós produzido no contexto da greve e já protocolado junto ao CAPES e ao CNPq - e tendo em vista a necessidade de reajustes periódicos, apresentamos uma proposta de fórmula de reajuste a ser adotada de imediato pela CAPES, CNPq e fundações de amparo à pesquisa estaduais, no contexto da política nacional de bolsas para pós-graduação. O valor das bolsas deve corresponder a 80% do total da remuneração prevista para um professor auxiliar, com especialização, em regime de dedicação exclusiva (no caso da bolsa de mestrado), e a 80% do total da remuneração prevista para um professor assistente, com mestrado, em regime de dedicação exclusiva (no caso da bolsa de doutorado), conforme o plano de carreira da categoria dos professores universitários federais vigente. Isto implica em se conceder um aumento imediato de 87% em relação ao valor atual das bolsas de mestrado e doutorado, que passariam para as cifras de R$ 2.496,06 e R$ 3721,27, respectivamente. Pleiteamos ainda a universalização das bolsas e da taxa de bancada para todos os bolsistas de mestrado e de doutorado da CAPES, CNPq e fundações estaduais de amparo à pesquisa, no valor de 30% sobre o total do valor mensal das bolsas, tendo em vista o financiamento da aquisição de material de consumo e de insumos para pesquisa, bem como de material bibliográfico, viagens de estudo, participação em congressos etc.

A PÓS TA NA GREVE, A PÓS TA NA LUTA!!!

Comando Estadual de Greve dos Pós-graduandos do Rio de Janeiro (contato: apostanagreve@gmail.com)

Comando Nacional de Greve Estudantil (comandogreveestudantil@gmail.com)

CNGE: Informativo 19

INFORMATIVO 19

Nos últimos dias, o Comando Nacional de Greve dos Estudantes tem desempenhado junto aos Comandos Locais a árdua tarefa de elaborar um documento que seja capaz de ilustrar as inúmeras lutas e conquistas que o movimento estudantil tem alcançado em todo território nacional.

Vivemos uma grande e forte greve estudantil que vem organizando estudantes de todo o país na luta por uma educa
ção de qualidade, que se reflete nas vitórias já conquistadas em cada universidade e instituto federal por melhores condições de ensino. Apesar de toda a intransigência do governo em não negociar com os estudantes, a Greve Estudantil já é vitoriosa e cresce cada dia mais.
Abaixo algumas das conquistas da Greve Estudantil até agora:


UFAM
- RU para o turno da noite;
- Espaço físico para CAs.
UFS
- Reativação do conselho de bolsistas-trabalho.
UFBA
- Ônibus intercampi;
IFS
- Novas carteiras pra salas de aula.
UFC
- Nova empresa para gestão do RU (oferecendo comida com mais qualidade, ainda que mantenha a terceirização).
UFPA
- Negociação de pautas com a reitoria no dia 30 de Agosto.
UFPR
- Não retaliação dos estudantes que ocuparam a reitoria;
- Acessibilidade no campus;
- Aumento de 25% na bolsa-moradia e reajuste do valor das demais bolsas de acordo com o índice de inflação;
- Aumento das vagas nos cursos de línguas estrangeiras e fim do pagamento dos mesmos;
- Funcionamento de linha intercampi (politécnico-centro) nos domingos e feriados, nos horários de refeição, para o deslocamento da comunidade universitária até o RU central, além de mudança no percurso do ônibus;
- Ampliação da Biblioteca Central.
UNIFAP
- Não abrir novos cursos até a resolução de problemas já existentes;
- Café e jantar pro RU;
- Voto direto e paritário nas eleições para reitor;
UFMS
- Criação de comissão pra análise da demanda da assistência estudantil (moradia, creche, RU).
UFRGS
- Cotas raciais garantidas por Ação Afirmativa (SiSU) por mais dez anos.
UFRA
- Construção RU (?); - fim da proibição das festas; - obtenção de prazo para terminar as obras de biblioteca e novo RU no ano que vem; - levantamento de informações para a ampliação da bolsa moradia (+ bolsa materinadade através da verba do PNAES).
UFOP
- Aprovação do projeto para construção de lavanderia e cozinha no alojamento.

sábado, 25 de agosto de 2012

CNGE: Informativo 18



Em seus momentos decisivos, a greve deve seguir firme para avançar nas vitórias!

CNGE reúne mais uma vez com o MEC


Diante da proximidade do dia 31 (data de fechamento do orçamento da União) as categorias em greve passam por um momento decisivo nas negociações. Dentro disso o CNGE teve, nessa última sexta feira do dia 24 uma reunião com representantes do MEC.
Essa reunião foi de fato mais uma conquista dos estudantes em greve, que permanecem em mobilização em suas universidades, reafirmando a legitimidade do CNGE e o reconhecimento por parte do governo. Infelizmente essa reunião não apresentou avanços em relação às anteriores, até por não nos terem apresentado uma contraproposta. Os representantes do MEC nos sinalizaram possíveis avanços como o reajuste nas verbas do PNAES. Na próxima semana está marcada uma reunião do MEC com a ANDIFES – Associação de dirigentes das IFES – onde o governo apresentará qual será o aumento de verba para o PNAES e os impactos no orçamento federal sobre as propostas para as universidades. Além disso, será também discutido um reajuste nas bolsas de permanência.
Depois de mais de 3 meses em greve, e uma enorme intransigência do governo em atender a pauta de reivindicação dos grevistas, o mínimo que se podia esperar eram respostas por parte do MEC. Porém, mais uma vez o desrespeito do governo com os estudantes em greve se provou nessa reunião, que nem sequer apresentou um documento por escrito como resposta aos estudantes de todo o país, que aguardavam o resultado da reunião de hoje. Ou sequer deu qualquer satisfação sobre a pauta dos estudantes secundaristas e de pós-graduação, como tinha ficado acordado na última reunião. Fato que se repetiu com todas as entidades que apresentaram durante a greve uma posição contrária ao projeto de precarização da educação colocado pelo governo federal, como é o caso atual do ANDES.
Porém, apesar do pouco avanço na negociação das pautas nacionais, em vários cantos do país os estudantes grevistas já conquistaram importantes reivindicações locais, principalmente na área de acesso e permanência. Na UFAM os estudantes conquistaram o bandejão noturno e espaço físico pros centros acadêmicos. Na UFRA, assim como na UFPR, as mobilizações resultaram na garantia de um prazo pra conclusão de obras não terminadas e reformas que há tempo os estudantes esperavam. Além disso, na UFPR também foi conquistado o reajuste da bolsa moradia, alem de ônibus intercampi nos horários de refeição de segunda a segunda. Na UFBA, a reitoria se comprometeu em abrir edital para efetivar o “busufba”, garantindo o transporte intercampi, antiga reivindicação estudantil.
Aonde não se concretizou ainda vitórias, a pressão dos estudantes resultou em abertura de negociação com as reitorias. Um exemplo é o IFPI, onde será iniciada uma semana de negociação com representantes de todos ou campi, ou ainda a UFRJ, que a partir da ocupação do Canecão foi aberta a negociação sobre a utilização da tradicional casa de show e as pautas dos estudantes. Outras universidades terão suas reuniões de negociação com a reitoria nos próximos dias, e é possível que outras conquistas venham somar o saldo da maior greve da educação das últimas décadas. Por isso é fundamental seguir pressionando as reitorias, com iniciativas de mobilização e radicalização, onde for possível, para conquistar vitórias concretas para os estudantes. Em breve, o CNGE enviará uma sistematização detalhada sobre as conquistas acumuladas durante o período de greve em cada universidade.

FASUBRA decide pela saída da greve, enquanto ANDES e SINASEFE ampliam pressão pela reabertura da negociação

A força desta greve fez com que o governo federal negociasse com o movimento grevista. Depois de afirmar inúmeras vezes que não negociaria com grevistas, após muita pressão e apoio popular à greve, o governo federal foi obrigado a ceder e negociar com as categorias. Nesta semana o governo apresentou uma proposta à FASUBRA que, apesar de ser insuficiente, contemplava algumas reivindicações da categoria. Após uma rodada de assembléias em todas as Universidades, a maioria votou a favor da proposta apresentada pelo governo e a FASUBRA fechou o acordo, apontando a volta ao trabalho a partir de segunda-feira.
O SINASEFE, por ser um sindicato que representa técnico-administrativos e professores dos Institutos Tecnológicos Federais vive um impasse para construir uma proposta que contemple ambas as categorias. Em sua última reunião nacional realizada em Brasília aceitou o conteúdo da proposta para os técnicos administrativos, desde que sejam contempladas as propostas referentes à carreira docente (Ensino Básico, Técnico e Tecnológico), porém rejeitou a proposta e enviou uma contraproposta ao governo para ser avaliada até a próxima quarta-feira. O ANDES segue a pressão para que o governo reabra as negociações interrompidas abruptamente no dia 3 de agosto. Na manhã da sexta-feira protocolaram o documento de contraproposta. No entanto, o governo segue com a mesma intransigência demonstrada nas ultimas semana em não reabrir as negociações. Nos próximos dias, o CNG do ANDES seguirá reunido para definir o posicionamento frente a esta realidade.

A greve continua!

Iremos seguir pressionando por uma nova reunião do CNGE com o MEC para a semana que vem, por isso é fundamental seguir a pressão desde a base. Devemos prestar todo o apoio, desde Brasilia e em cada assembleia das universidades, à resistência e pressão do ANDES e SINASEFE ao governo para reabrir as negociações. A greve continua forte, e os próximos dias serão decisivos para que a força que acumulamos influencie em vitórias na negociação. Por isso, é imprescindível que as bases permaneçam mobilizadas. Essa semana, os comandos de greve da UERJ, em conjunto com as federais do Rio em greve, conseguiu organizar uma importante manifestação em uma via pública, com a organização de uma barricada para fechar o trânsito e uma ocupação em um banco dentro da universidade, que foi duramente reprimido pela PM e batalhão de choque, porém obrigou o governo estadual do Rio de Sérgio Cabral a se posicionar sobre a greve.
O Comando Nacional de Greve Estudantil ainda possui tarefas importantes a cumprir em Brasília, e se manterá reunido ao longo da próxima semana para seguir na sistematização das conquistas de cada universidade obtidas pela greve, manter uma próxima articulação com o ANDES e SINASEFE, pressionar o governo para uma nova reunião de negociação, e seguir repassando uma posição nacional sobre os próximos acontecimentos da greve.

CNGE: UFES

Nós do Comando de Greve Estudantil da Ufes, no dia 20 de agosto, reunidos em assembleia deliberamos um Ato de Ocupação do NPD da Ufes, já entendendo que este seria o último ato do movimento Estudantil Grevista. Apesar dos 85 dias de Greve desta universidade nossa pauta não avançou em nenhum dos pontos. 
Desde o dia 22 estamos ocupados, mantendo a deliberação do Comando Estudantil de não liberar o prédio até que nosso pauta avance.
No dia 24, por volta das 14h, um policial militar se pasando por oficial de justiça, apresentou uma nota informando que o sistema do HUCAM havia sido alterado.Prontamente flexibilizamos a entrada de um técnico que até agora não se apresentou.Atraves de informes externos fomos avisados que o sistema esta em plena ordem.
Na noite de ontem a reitoria com mais tentativa de manobra propos(mediada pelo ADUFES) uma reunião mediante a desocupação imediata e não foi apresentada garantias minimas de segurança do movimento e nenhum avanço da nossa pauta.Propomos então que um grupo de estudantes que acompanhavam nossa assembleia pelo lado de fora do predio fossem para o dialogo com o reitor e nossa proposta foi negada, assim como foi negada qualquer acordo com os esudantes desde o primeiro dia de greve.
Desde a noite de ontem por ordem da reitoria nosso gas foi cortado,a agua foi cortada, a entrada de comida e agua foi proibida, ninguem mais pode entrar no predio inclusive o nosso advogado.
O ultimo informe que tivemos do mediador do reitor é que não havera negociação e que estamos nas mão da policia militar,contudo nos mantemos em ocupação ate que o reitor avance na nossa pauta.
POR UNIVERSIDADE VERDADEIRAMENTE DEMOCRATICA GRATUITA E POPULAR

"Podem me bater, podem me prender podem ate deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião daqui da luta eu não saio não"

fonte: https://www.facebook.com/greve.estudantil.br/posts/139942306148190

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CNGE: Reunião com o Governo Hoje

Governo anuncia que vai haver ampliação da verba para o PNAES ate o dia 31 de Agosto; nao apresentou numeros, que esta condicionado a limitaçao orçamentaria do mec e da politica econômica do governo);

Falou-se tb de verba especifica para construção de moradia e restaurantes universitários em especial para os campi de interiorização (não apresentou nenhum numero concreto);

Sobre a estrutura foi apresentado que o MEC esta destinando as universidades verbas para complementar os recursos que faltaram para construção dos prédios incluídos no projeto do REUNI. O MEC reconheceu o passivo das universidades anteriores ao REUNI, mas disse que não tem condições de suprir isso. Segundo Amaro Lins, secretario de ensino superior, essa verba esta no orçamento de cada universidade.

Foi apresentada a portaria que amplia o valor da bolsa PIBIC para r$400,00. o cnge ressaltou a importância da equiparação das bolsas ao salário mínimo e o fim da contrapartida de trabalho nas bolsas assistenciais. Nao foi dada nenhuma resposta a essa pauta.

Cobramos tb propostas as demandas secundaristas, mas, novamente nao tinha na mesa nenhum responsável pelos institutos federais nem das escolas.



Amaro lins, a pedido do mercadante, que nao esta na reuniao, pede para os estudantes em manifestação em baixo do predio do ministerio parem de fazer barulho.

Fonte: CNGE


Assembléia docente na UNB decide manter o fim da greve na instituição

CNGE
De 870 docentes, 445 foram a favor da manutenção da greve e 478 contrários a ela. Somando o total de 923 votos. Questionada sobre a lista de presença, a diretoria da Adunb (Associação dos Docentes da Universidade de Brasília) se recusou a fazer a contagem da lista e saiu sem deixar esclarecimento.
Redação do CNGE em Brasília.
24/08/2012

ADUNB: Após assembleia histórica, docentes decidem manter o fim da greve
SEX, 24 DE AGOSTO DE 2012 14:51


Texto e foto: Ricardo Felizola

"A greve está encerrada", esta foi a última frase dita pelo professor Jaime Santana, 1º secretário da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), que presidiu a assembleia geral histórica desta sexta-feira (24), no Teatro de Arena da UnB. As listas de assinaturas registraram a presença de 933 docentes. Por meio de votação aberta, onde somente docentes votaram, 445 professores manifestaram-se a favor da retomada da paralisação e 478 contra.

A assembleia foi convocada após abaixo-assinado de professores entregue esta semana na ADUnB, reivindicando nova assembleia depois que a do último dia 17 já tinha definido o fim da greve. "A convocação dessa assembleia é uma vitória dos professores e não apenas do Comando Local de Greve", afirmou Liliane Machado, professora da Faculdade de Comunicação.

Na assembleia do dia 17, 248 professores estavam presentes, hoje, este número mais que triplicou.

Carta de solidariedade dos estudantes de Quebec, Canadá, aos estudantes da America Latina

Carta de solidariedade dos estudantes de Quebec, Canadá, aos estudantes de diversos países da América Latina, entre eles o Brasil
O CNGE, em nome dos estudantes que estão em greve, agradecem a carta e prestam igualmente solidariedade.

Against commodification of education, in solidarity with student struggles internationally! Chili, Argentina, Brazil, Colombie, Mexico, California, England
- - From CLASSE, Quebec

Also see the international manifesto endorsed by CLASSE:


http://www.stopthehike.ca/2012/08/classe-signs-the-we-are-many-youth-but-with-one-struggle-manifesto/

http://www.bloquonslahausse.com/2012/08/la-classe-endosse-le-manifeste-jeunes-de-tout-horizon-nous-sommes-sur-le-meme-front/

















Fonte: CNGE

domingo, 19 de agosto de 2012

CNGE: Resumo da marcha dos servidores, semana passada, em Brasília.

Confira o resumo da marcha dos servidores, semana passada, em Brasília. O CNGE participou e também teve autonomia para explicar a greve estudantil no país. Assista e compartilhe!

Redação do CNGE em Brasília.


CNGE: Informativo 17

A greve continua forte. No último dia 15, aconteceu mais uma marcha nacional em Brasília, com a presença das categorias em greve do funcionalismo público federal e dos estudantes de todo o país. 
Mesmo com toda a truculência do governo, que não abre mão da sua politica econômica, que prioriza o lucro dos banqueiros e empresários, a greve vem impondo derrotas e obrigando o governo a negociar com as
 categorias.
Até agora não foram marcadas novas reuniões com os docentes do ANDES e do SINASEFE. Além disso, mais uma vez os grevistas sofrem repressão e ameaças de cortes de ponto. Exigimos a reabertura das negociações e a apresentação de propostas efetivas a todas as categorias em greve!

O Comando de Greve dos Estudantes segue pressionando o governo por melhoras efetivas nas negociações. Após a última reunião com os estudantes, na qual o Secretário de Ensino Superior, Amaro Lins, se retirou da mesa, estivemos em manifestações com as demais categorias exigindo a reabertura das negociações, com foco na ampliação das verbas do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), hoje em 500 milhões, para 2 bilhões.
Nas últimas semanas, as assembléias estudantis de todo o país rejeitaram as propostas apresentadas de forma vaga pelo governo, exigindo que sejam apresentadas por escrito, com base nas reivindicações dos estudantes em greve.
A falta de verbas para assistência estudantil e a forma como ela é implementada nos impõem a necessidade de repensarmos o modelo de educação e garantir a permanência dos estudantes nas universidades, institutos federais e escolas. Exigimos também a equiparação do valor das bolsas ao salário mínimo.
Em cada universidade crescem as vitórias arrancadas pela greve. A radicalização e a unidade foram fundamentais para garantir vitórias concretas no sentido de ampliar a democracia nas IFES, assistência estudantil, acesso à cultura, melhorias estruturais, etc. Nos próximos informativos, o CNGE vai compartilhar um pouco mais dessas experiências e o acúmulo da nossa greve. Por isso, os Comandos Locais de Greve Estudantil devem enviar o balanço das negociações locais ao CNGE essa semana.

Unb

Existe uma articulação do governo, do PROIFES e setores de direita dos docentes para desmontar a greve do ANDES. Como parte disso, a Associação dos Docentes da UnB acabou, hoje, com a greve dos professores da universidade. A assembleia foi convocada com a pauta das eleições para reitor. No entanto, a ADUnB se aproveitou disso e fez a votação sobre a continuidade da greve de forma atropelada, o que impossibilitou um debate democrático. Os professores da UnB estão tentando organizar outra assembleia na terça-feira que vem, para reverter esse golpe.

UFMG

No dia 16, os estudantes da UFMG ocuparam a sede da Fundação Mendes Pimentel, uma empresa privada que gerencia as verbas da assistência estudantil nessa universidade. O movimento reivindica a substituição da FUMP por uma Pró-Reitoria de Assistencia Estudantil, 2 bilhões para o PNAES e a revogação do aumento do preço do RU, um dos mais caros do país.

UFES

No dia 3, os estudantes da UFES ocuparam a Fundação Ceciliano Abel de Almeida, em um ato contra a privatização da universidade, que agora se apresenta em nossos H.U’s, com a EBSERH. Os estudantes ocuparam também a rádio universitária e transmitiram uma programação livre, falando sobre da greve, colocando a rádio universitária a serviço da comunidade acadêmica.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CNGE: Informativo 16


Marcha Unificada dia 15/08
A greve geral dos servidores públicos federais já ultrapassou 30 categorias, são 350 mil servidores em greve (conforme dados da Condsef), sendo considerada a maior e mais forte greve do funcionalismo das últimas décadas. Na educação, são em torno de 300 campi de institutos federais e mais de 50 universidades em greve.
O governo federal teve uma postura intransigente e se
 negava a negociar com as/os trabalhadores em greve. Também tentou por diversas maneiras desmobilizar as categorias, através da manipulação midiática, do corte de ponto e da ameaça de processos administrativos aos reitores que não forneçam os nomes dos grevistas. A reação das/os grevistas vem sendo clara: mais radicalização e mais adesão à greve. A pressão gerada pelas lutas, além de avançar na unidade, vem impondo que o governo negocie.
Não houve nenhuma disposição do governo em solucionar a greve, principalmente nas questões que se referem à educação. Apenas apresentou contrapropostas rebaixadas que não dialogam com as demandas das categorias.
Por isso convocamos mais uma vez os estudantes a marcharem a Brasília, em unidade com as demais categorias em greve, no dia 15 de agosto. É hora de colocar o governo contra a parede! A educação está cansada de esperar!

Vitórias conquistadas pela greve
Apesar das dificuldades em avançar nas negociações com o governo federal, a força da greve nacional tem garantido muitas vitórias locais. Algumas das muitas conquistas foram: a disponibilidade de jantar no RU para a UFAM; as/os estudantes de baixa renda da UnB não precisarão mais trabalhar para receber auxílio permanência; e 25% de aumento na bolsa moradia na UFPR. Devemos usar o exemplo dessas universidades e seguir pressionando as reitorias para avançarmos ainda mais nas conquistas locais.

Fura-greves: NÃO PASSARÃO!
Um pequeno grupo de professores da UFRJ vinha se articulando para retomar as aulas hoje no Instituto de Filosofia e Ciências Socias (IFCS). As/Os estudantes, técnicas/os e professores se levantaram e organizaram um piquete, que impediu o boicote à luta por educação de qualidade.
 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CNGE: Encontra com Mercadante


Quando iam protocolar um pedido de reunião ,olha quem o comando nacional de greve estudantil encontrou ,o Ministro !!
Se explica Mercadante !

CNGE: Informativo 15 - Governo oferece 15% em 3 anos aos técnicos em greve

Nos últimos dias, o governo apresentou em reunião com o Comando Nacional da Fasubra e do Sinasefe uma proposta de reajuste salarial de 15% dividido em 3 anos. A proposta, já rejeitada pela categoria, ignora as pautas de reivindicações dos técnicos em greve e propõe um reajuste abaixo da inflação, sem sequer repor as perdas salariais dos últimos 
anos. O governo segue com mão de ferro defendendo sua politica econômica.

A abertura das negociações com os técnicos é uma vitória política muito importante do movimento, já que até agora o governo havia se negado a negociar com a categoria. Assim como com os estudantes, o governo, que dizia que não negociaria com os grevistas é empurrado contra a parede é obrigado a reconhecer o CNGE e sentar para negociar com os estudantes. Devemos manter as nossas mobilizações durante a semana que vem, intensificando as ações radicalizadas, cercando o governo por todos o lados, das reitorias ao MEC.

Durante essa semana, muitas universidades, como UFES, UFRJ, UFMS, UFPel, UFPI, UFSM, entre outras, ocuparam reitorias com servidores, professores e estudantes, fecharam ruas, ocuparam sedes dos Ministérios, das fundações, entre outros. Para derrotar a intransigência do governo Dilma, a greve continua radicalizada e em unidade! Venceremos!

QUERO ESTUDAR, O GOVERNO NÃO QUER DEIXAR

Essa semana, os estudantes de todo o país estão discutindo e rejeitando a (falta de) proposta do governo para assistência estudantil. A reivindicação principal dos estudantes é a ampliação do orçamento do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil) de 500 milhões para 2 bilhões de reais.

Após a reunião da semana passada, o CNGE vem realizando diversas manifestações em conjunto com as outras categorias em greve para pressionar as negociações efetivas com os estudantes.
Hoje, estivemos no MEC e encontramos, pela primeira vez, o desaparecido Ministro Mercadante. Na conversa, filmada, o Ministro tentou fugir das perguntas e disse que sua prioridade é resolver as demais categorias e não aos estudantes. Nós cobramos a apresentação de propostas concretas quanto ao PNAES e aos demais pontos da nossa pauta! Por isso, o CNGE protocolou hoje uma novo pedido de negociação com o Ministério da Educação para semana que vem.

Marcha Nacional a Brasilia no dia 15 de agosto!

Organize as caravanas de cada universidade. Procure também os sindicatos locais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

CNGE: Estudantes lavam o Hall de entrada do MEC após enrolação em negociação


Depois da "enrolação" do MEC nas negociações com o CNGE, estudantes lavam o Hall de entrada do MEC, simbolizando a limpeza da 'sujeira' do GF.













quarta-feira, 25 de julho de 2012

CNGE: Informativo 12

Alerta Estudante!

VITÓRIA: a GREVE será negociada na reunião do MEC com o CNGE na terça, dia 31!
O CNGE não reconhece que a comissão criada pelo MEC com a UNE negocie a GREVE!

O Comando Nacional de Greve Estudantil, reunido na manhã de quarta-feira dia 25, discutiu novos fatos em relação à negociação da Pauta Nacional Estudantil da greve. Depois de muita pressão, representantes do MEC nos ligaram informando sobre uma nova reunião de negociação com o CNGE para acontecer na próxima terça-feira, dia 31 de julho, a data que havia sido dada pelo governo como prazo final para negociar com as categorias. Isso é mais uma prova da força da nossa greve. O CNGE exige que também o MPOG esteja presente nesta reunião.

Quem negocia a GREVE é o Comando de Estudante!

Combinado a isso, através de veículos de imprensa e outros informes, recebemos a notícia de que a Comissão com o MEC e a UNE, montada no dia 26 de junho para acompanhar as pautas que foram apresentadas pela entidade ao governo, seria instalada com a presença de seis membros, sendo dois representantes da UNE, dois do ANDIFES (representação das reitorias) e dois do próprio MEC. Através deste Informativo, o CNGE faz um novo alerta aos estudantes.
O conjunto da Pauta Nacional Estudantil foi acumulado através de diversas assembléias de base, contando com a participação de centenas de estudantes, que votaram seus representantes para a o Comando Nacional levando o debate das suas bases. Através deste acúmulo, de forma democrática chegamos a nossas consignas gerais e pautas concretas para a GREVE. No Informativo número 03 o CNGE denunciou que as pautas apresentadas pela UNE ao Ministério da Educação não eram as pautas da greve. A avaliação do CNGE é que o governo montou essa comissão com o intuito de deslegitimar o Comando e desmobilizar a nossa greve. Por isso, a posição do CNGE aprovada em reunião é que essa comissão não poderá e nem deve negociar a GREVE! Acreditamos que dessa reunião qualquer avaliação que saia sobre o REUNI, as políticas educacionais do governo federal e as pautas estudantis não representará o acúmulo do CNGE, que reflete as denúncias e deliberações das assembléias locais.

Pra avançar a negociação, é hora da radicalização!

Por outro lado, já começamos a organizar a reunião de negociação do CNGE com o MEC, que será no dia 31. Seguiremos exigindo a presença também de representantes do MPOG - Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão – nessa reunião, já que pautas como a exigência do reajuste do valor das bolsas e do aumento para R$2 bilhões de reais para a assistência estudantil passam diretamente pelo orçamento do governo. O CNGE deliberou por uma vigília na porta do MEC da noite do dia 30 para o dia 31.
Agora, mais do nunca, é preciso que o movimento estudantil RADICALIZE! Essa é a Semana Nacional de Mobilização, pautada pela Radicalização, aprovada na última reunião ampliada do dia 19 durante o Acampamento na Esplanada dos Ministérios. Já temos alguns informes importantes, como a Ocupação do Canecão pelos estudantes e DCE da UFRJ, além do bloqueio do CPD da UFSM. É preciso que essas ações sejam tomadas como referência, e articulados com os técnico-adminstrativos e professores, e que os estudantes pressionem ainda mais o governo para atender as nossas reivindicações!

Fonte: Comando Nacional de greve estudantil

terça-feira, 24 de julho de 2012

Canecão Ocupado!!

Neste exato momento o "Canecão", no Rio de Janeiro, acaba de ser ocupado pelos estudantes da UFRJ! Ato radicalizado na base que precisa do apoio e ação de todos!


fonte: Comando Nacional de Greve Estudantil

CNGE - Informativo 11

Greve da educação radicaliza em Brasília e afirma que a Educação não vai pagar pela crise!
A última semana foi um marco na greve da educação que já ultrapassa 2 meses. Mesmo já atingindo muitos dias parados, a disposição para a luta segue forte, e foi possível realizar no dia 18 uma Marcha Unificada com a presença de mais de 10 mil pessoas, entre professores, técnico-administrativos, servidores federais e estudantes. Dentro da Marcha, o CNGE executou uma ação radicalizada articulada com as outras categorias de jogar bexigas com tinta amarela e preta na parede do Ministério da Educação, deixando as marcas da nossa greve. O acampamento na Esplanada representou uma grande vitória da resistência do movimento grevista, já que não acontecia uma atividade como essa, com a unidade e a força que teve, desde fins da década de 80.

Tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra Educação!

No dia seguinte, quinta, foi realizado um bloqueio das entradas no Ministério do Planejamento, com o objetivo de impedir o seu funcionamento para pressionar a negociação com as categorias. Após algumas horas com o ministério parado, representantes do MPOG receberam os comandos de greve do ANDES-SN, FASUBRA, SINASEFE e também dos estudantes. O governo argumenta que não há dinheiro para gastar, ainda mais num “momento delicado como o que vivemos com a crise econômica mundial”. O CNGE alerta a todos(as) os(as) estudantes: em período de crescimento econômico, o governo não investiu muito menos priorizou a educação, e agora usa o argumento da crise como suposta justificativa. Prova disso é que gasta quase metade do orçamento federal para o pagamento dos juros da divida que vão direto para o bolso dos banqueiros e grandes empresários, enquanto menos de 4% são investidos em educação. É por isso que em Marcha, os estudantes cantavam: “Por essa crise, não vou pagar. Dinheiro tem, é só priorizar!”. Além disso, incorporamos como uma consigna geral do Comando, reforçando a batalha pela ampliação do investimento dos 10% do PIB para a educação pública já e a solução dos problemas específicos que vivem as Instituições Federais, o repasse de R$ 2 bilhões pra assistência estudantil, que hoje representa apenas R$ 500 milhões.

Comando Nacional se fortalece em todo o país!

No mesmo dia 19 os estudantes realizaram a reunião do Comando Nacional ampliado, contando com a participação de cerca de 200 estudantes e 64 delegados. A reunião representou um importante avanço nos debates e pautas nacionais da greve, além de demonstrar a força, o reconhecimento e a legitimidade conquistada. Foi possível incorporar como uma nova consigna geral o eixo “A educação não vai pagar pela crise!”, além de avançar nas pautas dos secundaristas e dos estudantes de pós-graduação. Com debates acalorados, mas que reforçaram a importância da unidade do movimento estudantil, a reunião foi fundamental para fortalecer e legitimar ainda mais nossas pautas. O Comando votou pela realização de debates sobre o tema da “Reorganização do Movimento Estudantil”, que deve ser organizado pelos comandos locais a partir de um indicativo de data que será discutido pelo CNGE. Uma das principais resoluções foi a construção da Semana de atos radicalizados, a ser realizados nesses próximos dias. A idéia é realizar diferentes ações, como atos de rua, bloqueios de estrada, ocupações das secretarias do MEC, etc.

A greve continua: Dilma a culpa é sua!

Hoje, dia 23 de julho, aconteceu a segunda reunião de negociação com o ANDES-SN. De acordo com informes da Marinalva de Oliveira, presidente do ANDES-SN, a reunião representou um verdadeiro impasse, já que não houve qualquer sensibilização do governo frente às propostas dos professores. Portanto, não se avançaram as negociações, e uma nova reunião foi marcada para amanhã, dia 24, com representantes do MPOG e MEC. Nesta reunião será pautada a possibilidade de negociação com o CNGE, e os representantes irão até o ministério para pressionar o governo a avançar também nas pautas estudantis.


Construir uma Semana de Mobilizações rumo ao dia 31!

A partir desses informes, fica claro que segue grande a força da greve, por um lado, e a intransigência do governo Dilma nas negociações, por outro. Nesse sentido, a orientação do CNGE é que os comandos locais discutam as possíveis iniciativas para realizar nas Instituições Federais e ruas das cidades. É claro que cada realidade local vai impor limites e traçar possibilidades do que pode ser feito. É importante procurar as outras categorias para buscar ações unitárias, tendo como perspectiva a construção do dia 31. Será um novo dia unificado de mobilizações descentralizadas, unificado com os professores e técnico-adminstrativos, marcando o fim do prazo dado pelo governo para a negociação.

Tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra Educação!
No dia seguinte, quinta, foi realizado um bloqueio das entradas no Ministério do Planejamento, com o objetivo de impedir o seu funcionamento para pressionar a negociação com as categorias. Após algumas horas com o ministério parado, representantes do MPOG receberam os comandos de greve do ANDES-SN, FASUBRA, SINASEFE e também dos estudantes. O governo argumenta que não há dinheiro para gastar, ainda mais num “momento delicado como o que vivemos com a crise econômica mundial”. O CNGE alerta a todos(as) os(as) estudantes: em período de crescimento econômico, o governo não investiu muito menos priorizou a educação, e agora usa o argumento da crise como suposta justificativa. Prova disso é que gasta quase metade do orçamento federal para o pagamento dos juros da divida que vão direto para o bolso dos banqueiros e grandes empresários, enquanto menos de 4% são investidos em educação. É por isso que em Marcha, os estudantes cantavam: “Por essa crise, não vou pagar. Dinheiro tem, é só priorizar!”. Além disso, incorporamos como uma consigna geral do Comando, reforçando a batalha pela ampliação do investimento dos 10% do PIB para a educação pública já e a solução dos problemas específicos que vivem as Instituições Federais, o repasse de R$ 2 bilhões pra assistência estudantil, que hoje representa apenas R$ 500 milhões. 
Comando Nacional se fortalece em todo o país!
No mesmo dia 19 os estudantes realizaram a reunião do Comando Nacional ampliado, contando com a participação de cerca de 200 estudantes e 64 delegados. A reunião representou um importante avanço nos debates e pautas nacionais da greve, além de demonstrar a força, o reconhecimento e a legitimidade conquistada. Foi possível incorporar como uma nova consigna geral o eixo “A educação não vai pagar pela crise!”, além de avançar nas pautas dos secundaristas e dos estudantes de pós-graduação. Com debates acalorados, mas que reforçaram a importância da unidade do movimento estudantil, a reunião foi fundamental para fortalecer e legitimar ainda mais nossas pautas. O Comando votou pela realização de debates sobre o tema da “Reorganização do Movimento Estudantil”, que deve ser organizado pelos comandos locais a partir de um indicativo de data que será discutido pelo CNGE. Uma das principais resoluções foi a construção da Semana de atos radicalizados, a ser realizados nesses próximos dias. A idéia é realizar diferentes ações, como atos de rua, bloqueios de estrada, ocupações das secretarias do MEC, etc. 
A greve continua: Dilma a culpa é sua!
Hoje, dia 23 de julho, aconteceu a segunda reunião de negociação com o ANDES-SN. De acordo com informes da Marinalva de Oliveira, presidente do ANDES-SN, a reunião representou um verdadeiro impasse, já que não houve qualquer sensibilização do governo frente às propostas dos professores. Portanto, não se avançaram as negociações, e uma nova reunião foi marcada para amanhã, dia 24, com representantes do MPOG e MEC. Nesta reunião será pautada a possibilidade de negociação com o CNGE, e os representantes irão até o ministério para pressionar o governo a avançar também nas pautas estudantis. 

Construir uma Semana de Mobilizações rumo ao dia 31!
A partir desses informes, fica claro que segue grande a força da greve, por um lado, e a intransigência do governo Dilma nas negociações, por outro. Nesse sentido, a orientação do CNGE é que os comandos locais discutam as possíveis iniciativas para realizar nas Instituições Federais e ruas das cidades. É claro que cada realidade local vai impor limites e traçar possibilidades do que pode ser feito. É importante procurar as outras categorias para buscar ações unitárias, tendo como perspectiva a construção do dia 31. Será um novo dia unificado de mobilizações descentralizadas, unificado com os professores e técnico-adminstrativos, marcando o fim do prazo dado pelo governo para a negociação.




Fonte: Comando Nacional de Greve Estudantil